Edital vigente 2012, participe

Prêmio Agente Jovem de Cultura

Inscrições abertas no período de 15 de dezembro de 2011 a 31 de janeiro de 2012

O Diário Oficial da União do dia 14 de dezembro publicou o edital Prêmio Agente Jovem de Cultura: Diálogos e Ações Interculturais, desenvolvido pelo Ministério da Cultura, por meio da  Secretaria de Cidadania Cultural (SCC/MinC).

O concurso vai conceder 500 prêmios, no valor de R$ 9 mil cada, a iniciativas culturais já realizadas e concluídas, propostas por jovens agentes culturais de todo o país. As inscrições para a premiação estão abertas a partir desta quinta-feira, 15, e se estendem até 31 de janeiro de 2012.

Poderão participar da iniciativa jovens brasileiros natos ou naturalizados e estrangeiros residentes há mais de três anos no país, na faixa etária entre 15 e 29 anos.

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Editais vigentes para 2012

A Caixa Econômica Federal disponibiliza hoje, quinta-feira (5), o conteúdo de  três editais de apoio a projetos culturais para 2012, no sítio da CAIXA  Cultural, www.caixa.gov.br/caixacultural(menu Projetos e Programas/Editais Abertos). Serão publicados os editais para  Ocupação dos Espaços da CAIXA Cultural; de Apoio ao Artesanato Brasileiro; e de  Festivais de Teatro e Dança.

As inscrições para os projetos de todos os programas são feitas  exclusivamente por meio de formulário eletrônico.

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Saiba e acompanhe – nos: Relatorio Anual de API’s do ano letivo de 2011

RELATÓRIO ANUAL DE ASSESSORIA PEDAGÓGICA INDÍGENA – API DA MICRORREGIÃO DO MÉDIO IÇANA I – SGC/AM – 2011.

  1. 1.      INTRODUÇÃO

            O presente documento relata as atividades desenvolvidas na função de Assessor Pedagógico Indígena – API, no ano letivo de 2011, referente à atuação nesta função na microrregião do Médio Içana I, no município de São Gabriel da cachoeira – SGC/AM.

Portanto este tem por objetivo relatar, informar e manter informados a instituição responsável em educação escolar no município (SEMEC) e os parceiros que desenvolvem e acompanham as ações educacionais  no Rio Negro (governamentais e ONG’s) e por fim as lideranças representativas regionais e locais, (os professores e lideranças e pais), que acompanham e tem o interesse em acompanhar o processo e funcionamento da educação escolar Indígena nas comunidades da microrregião,  e em geral nas comunidades indígenas, as atividades e dificuldades enfrentadas nesta função, as experiências das escolas e professores destacadas neste ano, as criticas, sonhos e propostas de melhorias nas ações educacionais nesta microrregião.

2.      ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO 1º SEMESTRE 2011

No 1º semestre de 2011, foi planejado as atividades com base nas experiências e orientações recebida para estes fins anualmente, (que no mínimo deve ser entregue no inicio de Janeiro, com levantamento logístico e as agendas de viagem – visita), mas  porem neste ano não ocorreu como planejado pois não tivemos o apoio logística necessário para estes fins e nem os materiais didáticos básicos que recebíamos para  estes fins para execução das atividades junto aos professores e alunos. Mediante o cenário problema da gestão municipal, no inicio do ano parecia estar predefinido as dificuldades e não continuidades das políticas e propostas políticas pedagógicas nas escolas nas comunidades, as iniciativas dos professores na metodologia de ensino diferenciado (ensino – pesquisa), pois a equipe que estava para tentar  orientar a continuidade destas iniciativas, aos poucos foram saindo da Secretaria de Educação, pois percebiam que não tinha possibilidade concretizar e continuar incentivando se a maioria estava é com a ideologia e política de “Educação convencional”.

Diante deste cenário tive a oportunidade de participar uma outra atividade junto aos parceiros em educação no Rio Negro, a equipe do ISA, em que participei de uma atividade direta e indiretamente, por meio da qual tive apoio em combustível, o que possibilitou a realização das minhas atividades como API na microrregião, em paralelo aos  trabalhos da consulta e discussão da Universidade Indígena do Rio Negro e a formação no 3º grau indígena, que o ISA esta discutindo que eu tive a oportunidade de participar, e executar na minha microrregião de atuação como API’s (síntese do objetivo geral da mobilização e consulta, foi levantar a demanda para formação superior Indígena do Rio Negro, via projeto de educação do ISA, com apoio financeiro do Instituo Arapiau).

E esta atividade foi oportuna para mim como API’s, pois intermediou a minha articulação podendo chegar neste período em algumas das localidades assistida na função, em que realizei alem das atividades especificas de mobilizador do GT – ISA, realizei pequenas reuniões e diálogo com as lideranças e professores das comunidades, ocasiões em que passava as informações e o contexto da SEMEC/SGC naquele período, e noticias direcionadas as escolas e professores. Também oportunidades onde foi apresentando as dificuldades enfrentadas para a execução das função  de Assessor Pedagógico Indígena, na inexistência e falta de apoio, como tínhamos nos últimos anos. E as tentativas de busca de apoio, também era ressaltada que tenho tentado solicitar o apoio continuamente sempre que tenho a oportunidade de chegar na Secretaria Municipal de Educação – SEMEC e inclusive, eu foi orientado para reivindicar apoio junto a prefeitura ( orientação da equipe do DEEI/SEMEC , o coordenador dos API’s), esta possibilidade foi feito, mas porem, sem sucesso em todas as reivindicação.

Diante deste fato, os trabalhos aconteceram de acordo com as possibilidades e oportunidades que tive aproveitando os eventos ou viagem oportunos qur tive neste período, sendo executada  graças aos atividades como mobilizador do GT – ISA, em algumas localidades em que as pessoas referenciais moram, segundo as orientações e agendas pré-definida. E mediante este contexto e dificuldade, foi notificado os professores e as lideranças das escolas e localidades da microrregião, gerado pela pendência de apoio da SEMEC, mas ficava na expectativa de receber o apoio necessário, pois sempre havia promessa do coordenador dos API, de que receberíamos no mês seguintes e assim os trabalhos e agendas aconteceriam como previsto e programado. Mas promessa sem sucesso.

Na condições que o ano anterior finalizava e o inicio do ano,  a agenda de atividade do 1º semestre de 2011,  foi programada e agendada nas seguintes orientações e propostas, que foi repassada a SEMEC/SGC e as comunidades, contendo os seguintes itens: a) As atividade  de visita e acompanhamento di API nas escolas, ocorrerão nos finais de semana para as reuniões coletivas e com os professores (sábado e domingo), pois neste ano atuaria na sala de aula junto SEDUC no ensino Médio de Tunui, onde resido; b) As viagem – visitas acontecerão nos momentos oportunos de outras atividades,  devido a pendência de apoio para este fins, mas haverá viagem de mobilização de discussão e consulta sobre o Programa de Formação superior Indígena do Rio Negro, programada para algumas localidades do médio Içana.

E dentre o que já vem sendo feito anualmente junto aos professores, recomendei a continuidade de prestação de relatório de atividade bimestrais dos professores e a dos professores responsáveis ou coordenadores, o relatório de abertura e planejamento escolar de 2011.

E esta iniciativa tem sido feito e cumprida por alguns professores neste ano, e este mecanismo  facilita e incentiva indiretamente e diretamente o acompanhamento individual dos professores. Mas porem outros a maioria não, a maioria os  professores mais antigos. E os sempre cumprem o seu papel e recomendações,  sei como eles tem se posicionado nas suas atividades e atuação (metodologia, uso da língua, contextualização do tema e etc.) e os que não prestam relatório são colegas professores e em reuniões que conseguia fazer  sempre tem manifestado que estão trabalhando dentro das suas competências, e nestes caso sempre tenho colocado a minha posição que estou a disposição para ouvir indagações e propostas, mas sem muita certeza nas quais dificuldades ou competências.

Mas aos que tem prestado o seu relatório, nas reuniões realizadas, a maioria tem relatados que  estão trabalhando bem, percebem o bom rendimento escolar dos seus alunos, e também deparam com alguns alunos com dificuldade principalmente na leitura, que tem sido a dificuldades. Mas em geral nesta minha experiência nesta função tem sido raro um colega professor principalmente os mais antigos, dizer que está com uma dificuldade e querer ou solicitar um apoio ou orientação a respeito (apesar de perceber que há ou que comentam que ele têm). Mas estas criticas dos seus colegas, tenho respeitado, quanto o seu posicionamento. Já os professores do Magistério Indígenas II e os acadêmicos,  ou seja, os professores recém – chegado em sala de aula, este sim sempre tem me procurado para orientação  e esclarecimentos de suas duvidas,  e estão sempre em busca de melhoria de suas práticas e experiências junto aos seus alunos, e para mim isso é gratificante, pois a este tento fazer o meu melhor e o que tenho recebido de orientação a respeito do que são questionados (a metodologia de alfabetização na língua escrita da língua, contextualização do tema e etc.).

E assim concluo que, como a maioria dos professores das escolas desta microrregião são as mesmas, que vem atuando nos últimos três anos, então considero que são professores de pouca dificuldades, são esforçados, inteligentes e não tem muita atividade ao API, querem sempre é receber noticias da SEMEC e outras novidades ou evento que acontecem no município.

Portanto apesar das dificuldades de apoio ao API, e a eles em materiais escolares e merenda, têm continuado as suas atividades de acordo com as suas competências e condições a eles dadas, e o acompanhamento aconteceu em maior parte de forma indiretamente, sendo com a iniciativa própria, com os colegas professores. Os que sempre fizeram o relatório  de acompanhamento do API,   parabenizo pela responsabilidade e reconheço o esforço  que tem para com o API’s que o acompanham as suas atividades e a atuação nas escolas e comunidades.

E critico que, não tive nenhuma orientação ou recomendação da SEMEC para levar aos professores  neste 1º semestre deste ano, na troca-troca dos coordenador dos API’s na DEEI/SEMEC tem enfraquecido a atuação e trabalho dos API’s, pois neste ano não tivemos mais reunião com a equipe pedagógica, não teve a continuação da formação, nenhuma reunião com o secretario de educação, e sim comentários negativos (“ a categoria de API seria extinta, pois era uma iniciativa do Projeto PAR”). E este cenário tem desanimado vários colegas API’s, uns pedindo para voltar a sala de aula e etc.

Mas onde pude chegar, localidades onde tivemos a agenda de trabalho do GT de consulta sobre formação superior e outros, e principalmente onde estou morando os professores sempre tem me buscado para ajudar na orientação, no planejamento de aula, reunião dos professores, reunião da comunidade, ou em outros eventos, e de acordo com as temáticas tratadas nas ocasiões, tenho tentado fazer o possível  para ajudar no que é da minha competência e compreensão, orientando o que compreendo dos temas tratados e etc. nisso vejo o reconhecimento e respeito deste professores, alunos e os membros das comunidades.

2.1 O acompanhamentos das escolas Indígenas Baniwa do médio Içana I

2.1.1 A Maadzero de Tunui Cachoeira.

 Neste primeiro semestre fiquei mais presente na comunidade de Tunui Cachoeira, localidade onde moro e também atuei também em sala de aula no ensino médio da comunidade, e de acordo com as minhas atribuições, sempre  me dispôs para todos os professores e alunos, para reuniões e orientações, e tive o acompanhamento dos professores e os de alunos em suas atividades pedagógica e reuniões políticas, planejamentos,  informativa escolar e da comunidade. 

        E neste ano a comunidade teve mais um privilegio, e recebeu mais um programa social na comunidade, a implantação de PROJOVEM, junto a  PET que já funciona alguns anos na localidade e as modalidade de ensino fundamental e médio existente e funcionando nesta localidade, e a este novo programa, acompanhei e o responsável nomeado para esta função me chamou mais de duas vez em busca de orientação para adequação do programa de acordo com a realidade dos jovens e o programa. . Talves por ser uma das maiores comunidades da microrregião em número de população e estudantes, foi implantada este programa, abaixo são imagens de 1ª turma de PROJOVEN e a turma de alunos de ciclos iniciais.

        Nesta escola e localidade a experiência relevante deste ano, tem sido a continuidade de trabalho pedagógico diferenciado, a realização da pesquisa, e intercalado com as áreas de ensino comum (disciplinas), estes também incentivados pelo curso de graduação que maioria dos professores desta escola, participa.  Neste semestre desenvolveram diferentes temáticas, com turmas de diferentes níveis de ensino, sendo encerrado com a realização de um Seminário de apresentação do resultado final  (para umas turmas) e parcial (para outras turmas) dos trabalhos de pesquisa desenvolvido neste período.

E a avaliação dos pais neste processo e metodologia de ensino, tem sido positiva em todos os termos, demonstraram reconhecimento e elogiaram os seus filhos no esforço e empenho nas temáticas realizadas até aqui, reconheceram da necessidade de os apoiarem mais os filhos nas pesquisas, e pediram para continuar aprofundando o estudo nos temas iniciados, e levantaram propostas de novas metodologias (haver mais atividades práticas às temáticas palpáveis) aos alunos, isso se refere a leitura, expressão oral, mais entrevistas, etc. E esta política na comunidade iniciativa vem melhorando aos poucos a cada ano, nos aprofundamentos conciliando a participação dos pais e mães neste processo de formação escolar dos alunos, e que deve continuar na escola certamente.

 

2.1.2 Outras atividades relevantes, na escola Maadzero e comunidade

2.1.2.1 Seminário de apresentação das Pesquisas

Foi realizada na primeira quinzena de junho, o seminário de apresentação dos relatórios parciais ou finais, das diferentes temas de pesquisas realizada pelos professores com as turmas de alunos na escola Maadzero, organizada e distribuídas de acordo com tema de interesse dos alunos, orientado e coordenado pelos professores no  período de março a junho de 2011.

Neste evento, os alunos apresentaram  temas de suas pesquisas, os objetivos, plano de trabalho e os resultados obtidos (relatório), sendo para alguns, a conclusão final e para outros relatórios parciais as quais continuaram estes temas no 2º semestre de 2011. Dentre os temas desenvolvidos, são: Plantas medicinais para tratamento de picada de cobra; Estudos das Plantas e sua importância para o meio ambiente, aos animais e insetos principalmente na produção de alimento as abelhas; Tipos de frutas silvestres comestíveis pelos peixes, das quais podem ser iscas na pescaria; CAJU como tema central de alfabetização; Lendo e escrevendo a parte de uma planta, etc.

Como conclusão e avaliação do seminário e pesquisa na escola, neste evento, todos os pais participaram, elogiaram os professores pela iniciativa e trabalho de pesquisa, recomendaram para continuar pesquisando e aprofundando as pesquisas, isso para os níveis mais avançados e que não podemos exagerar diziam os pais e professores, na cobrança de aprofundamento de pesquisa nos níveis iniciais, pois estes estão ainda começando. Alguns pais demonstraram reconhecimento e apoio neste método de ensino na escola e pediram para envolver mais os pais neste processo de forma que possa ampliar e comparar a variação e os diversos conhecimentos entre as pessoas na comunidade.

2.1.2.2 Reunião e orientação do API’s aos professores da Escola Kalidzamai

Neste período uma atividade relevante ou esforço destacado, foi a iniciativa e interesse dos professores da Escola Kalidzamai da comunidade de Santa Rosa da microrregião do médio Içana II, ou seja, uma escola da localidade que fica acima de Tunui Cachoeira, das quais me pelo interesse próprio coletivo do grupo, deslocaram até a Tunui, onde resido na busca de orientação e consulta sobre a metodologia, desenvolvimento de uma pesquisa básica, os procedimento da sistematização, correção para uma pequena monografia ou introdução a uma pesquisa cientifica, pois visavam ou estavam discutindo e definindo internamente naquela escola e comunidade, a implementação na proposta política da escola,  a realização  de pesquisa de monografia de conclusão de ensino fundamental aos alunos a partir deste ano. E com este argumento, foi aceita a iniciativa e a eles tentei repassar diversos informações relacionadas, por escrito e oralmente.

Para esta finalidade e interesse deste grupo,  estes se organizaram com esforço próprio e vieram duas vezes até a comunidade de Tunuí Cachoeira, para as quais com base nas experiências pessoais foram orientados em: a) Os tipos de projeção de uma pesquisa, (projeto de pesquisa) os passos ou os itens que compõem o esqueleto e orientação de um projeto de pesquisa, como: tema, hipótese, objetivo, justificativa, metodologia e a cronograma de atividade), conhecimento adquirido a partir na minha graduacao na UEA,  e os Passos de um pesquisador, orientado pela professora Judite Barbosa Albuquerque, consultora MEC, que fez trabalho no curso dos API’s, e via projeto de educação Rio Negro do ISA na região do Içana alguns anos atrás..

E quero lembrar que não só esta escola tem demonstrado este interesse e curiosidade neste processo de ensino, no ensino fundamental pelos estudantes Baniwa. Exemplo disso apesar de pouco apoio ou nenhum incentivo em materiais pedagógicos, outras escolas vem trabalhando neste processo, introduzindo noções de pesquisas, pesquisando diferentes temas de interesse dos alunos ou do povo da comunidade, exemplo disso é a comunidade de Tunui cachoeira.

2.2  Escola  Vista Alegre e comunidade

Neste semestre com base no que se referiu anteriomente, somente tive uma oportunidade de viagem e visita a esta comunidade, onde foi realizada uma reuniao coletiva (com liderancas, professores, pais e alunos), para as quais foi apresentado a situação e a dificuldade enfrentada pelos API’s devido a falta de apoio para aexecucao de suas atividade e as atribuiçoes recomendadas junto as escolas e comunidade, como nas politicas de educação,  orientacoes pedagógicas (metodologia diferenciada, a pesquuisa e etc.).

Mas foi colocado a todos que sempre que houvesse oportunidade estaria desenvolvendo as minhas atividades como API  na comunidade, e tambem foi dito que estaria sempre a disposição para convite e orientações e diálogo via correspondencia caso seja necessário.

E conversando com os professores, pediram mais orientacao em planejamento de aula com tematicas que envolve o interesse e demandadas na comunidade. E com esta turma, eles me apresentaram os seus planos de aulas e no que foi compreendido foi sugerido algumas melhorias, tais como nos objetivos e nas propostas metodologicas para a execução dos planos. Nesta escola os pais tem uma participação ativa direta e indiretamente no processo de ensino, isso compreendido a partir das posicionamento e colocacoes dods pais e professores da comunidade, sendo que há trabalho prático nas aulas de artes com a produção de artesanatos, estes segundos os objetivos das pesquisas pré- estabelecidos.

E em outras escolas neste periodo não tive oportunidade de conhecer trabalhos em destaque, mas creio tem continuados os trabalhos diversificados, areas comuns de ensino, contextualização dos temas trabalhados, pesquisas e etc.

3.      ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO 2º SEMESTRE 2011

Neste segundo semestre, de acordo com a possibilidade de trabalho nesta função dos API’s, continuei acompanhando as atividades das escolas, mas desta vez mais de forma indireta, pois não tive condições de viagem e visita, devido a extinção  ou cancelamento de apoio logístico, ou seja, não teve muita melhora e diferença em apoio em relação ao primeiro semestre de 2011, sendo para este período foi reformulado  o plano e agenda de atividade e entregue a instituição responsável, mas sem sucesso, e este fato também foi levada ao conhecimento das comunidades.

Como tenho mencionado anteriormente, atuei na sala de aula pela SEDUC na comunidade Tunui, no ensino médio. E em todas as viagem que tenho feito com recurso próprio, para a cidade e nas outras comunidades, sempre tenho tentado informar e manter informado as escolas e comunidades (professores e alunos e os pais e lideranças das comunidades também), que continuava a crise de apoio da SEMEC para com os API’s, e colocava que a equipe que coordenava o API, parecia não ter nenhuma iniciativa de como fortalecer as atividades, pois o que tem se percebido e que, quem ficou para coordenar os API’s, neste semestre não conseguiu mais reunir a categoria ou grupo,  e sim mais atender os benefícios próprio, ou seja, presta um período na secretaria e outro período no estado, pois também é um servidor do estado nos colégios da cidade,  e com os API’s talves tenha ficado na terceiro opção, na minha avaliação, pois não aconteceu nenhuma reunião entre o grupo neste período.

Portanto apesar de nós API’s, necessitar de apoio pelo menos no sentido político para levar para as comunidades, como no começo, e neste semestre isso acabou ou “morreu” nesta gestão, pelo que se percebe, até aqui não tem nenhuma ação concretizada, para a região do Içana principalmente, oficina temática ou encontro pedagógico apesar de solicitação e promessa, e pelo ritmo que está este vai continuar certamente em 2012, não só otimista de que haverá muita coisa de mudança de melhoria, mas não tenho certeza, no fundo no fundo, estamos com a expectativa de melhoria ou nada  na próxima gestão, no momento na microrregião não temos mais expectativa, mas o que vier será sempre bem vindo e aceito, pois precisamos.

Hoje concluo que a crise talvez seja é conseqüência aos Baniwa, devido a briga e discordância política entre o Gestor Municipal com o Vice – Prefeito (Andre Baniwa), que atrapalhou os planos no meio do caminho, assim talvez foi por isso que o Içana sempre tem ficado em segundo ou  ultimo plano para a sua atenção, exemplo disso a distribuição da merenda escolar e materiais escolares, veja, a ultima remessa de 2011, ficamos sabendo que as outras regiões receberam no final de novembro e dezembro, a região do Içana ficou sem nada, apesar de necessitar tanto como as outras.

 3.1 Alguns ações com recurso próprio e dificuldade.

Neste semestre de acordo com a competência e as atribuições estabelecidas aos API’s, participei das reuniões escolares principalmente na comunidade de Tunui Cachoeira onde resido, e em algumas comunidade de reuniões escolares e de associação representativas, nas quais tenho prestado orientação e assessoria nestas ocasiões, como em: Vista Alegre, Warirambá, Nazaré e Taiaçu.

Portando apesar de não ter apoio, continuei na função, me sentir obrigado a fazer algo, assim me esforcei para fazer pequenas coisas e cumprir o meu papel, sendo com recurso e esforço próprio, visitei ou passei em maioria das comunidades assistidas. E ao invés de elogio, recebi indiretamente muita critica, (que não estava visitando as escolas e entre outros como é recomendado). Apesar de comunicar e falar o motivo, a estas localidades e pessoas, que a falta de apoio logística para estes fins neste ano é que causou estas coisas. Fiquei sabendo depois que toda essa critica negativa foi e chegou na SEMEC no meado do segundo smestre, colocando abandono da função e que não estava mais atuando como API, e até foi remetida um documento referente este assunto pelo coord. Dos API’s, e este respondi por escrito de acordo o solicitado, sobre que tem sido feito e como tenho atuado como API’s naquele período.

A grande pergunta levantava se na minha cabeça, o que fazer para atender as expectativas e visitar – viajar nas comunidades se a SEMEC neste ano de 2011, não me deu nenhum litro de gasolina para estas finalidades (00 litros), e a comunidade cobrando a visita, vejo que, quem deveria responder e comunicar estas coisas para as escolas e principalmente aos professores seria o Coordenador dos API’s, o que não aconteceu e pelo jeito nunca pensou nestas coisas. A não ser as ultimas cartas que o Trinho (ex- coord. Dos API’s) fez, sãos os que têm ou que estão nas escolas e comunidades. Portanto não tem competência de coordenar estas categorias na minha opinião e deveria ser trocado e encontrar alguém que possa lutar por essas causas em prol de melhoria da atuação e continuidade dos API’s e da educação escolar Indígenas nas comunidades do Alto Rio Negro.

Mediante toda esta dificuldade, após também responder o documento remetido pelo coordenador dos API’s a minha pessoa, comprometi de me articular e visitar todas as comunidades para consultar e ouvir suas opiniões sobre se devo ou não continuar, para a qual elaborei um questionário objetiva para os professores responderem e a comunidade, e a indicação do possível nome (proposta) para minha substituição e que poderia de fato melhorar a atenção as comunidades na função de API nesta microrregião. Neste plano em algumas localidades cheguei informei e repassei toda informação e proposta de solução, e em outras infelizmente não consegui devido às condições de locomoção (combustível), mas a estes todas as outras, onde não cheguei, remeti oficio ou documento de orientação para fazerem este trabalho solicitado. Como resultado somente algumas escolas e comunidades, deram retorno como recomendado e outros não. Inicialmente este documento (relatório e ficha preenchida) seguiria anexado ao meu relatório anual, para a avaliação da equipe da SEMEC, mas sem muito sucesso, pois outras escolas e comunidades não deram retorno a esta ficha, mas espero que possam incluso nas suas proposta escolares ao SEMEC/SGC, caso assim tenha sido interpretado.

3.1.1 Participação no Evento esportivo da Comunidade de Tunui – 09/2011

O evento esportivo anual da comunidade de Tunui Cachoeira, é realizada anualmente no período de 03 a 08 de setembro, onde em média participam entre 07 a 10 comunidades, que organizam times que varia entre 08 a 14 times que participam das três modalidades esportivas básicas anuais: futebol, futsal e voleibol (masculino e feminino) e futebol – mirim (para as criançadas e adolescentes). E alem deste nos equipe da coordenação, planejamos atividades cívicas (desfile) e a apresentação cultural ou teatral das escolas.

Neste evento, a atividades prestadas foi a orientação no planejamento e distribuição das atividades esportivas do evento, para o período programado, equipe de relatoria do evento (sistematização das fases, classificação e fechamento a premiação), e também coordenei a atividade de apresentação cultural e teatral das escolas.

Em geral o evento foi tranqüilo, divertido para todos os participantes, e nenhum problema registrados para a equipe de organização e quanto para a comunidade sede e tanto para todos os participantes.

Como mencionado alem das atividades esportivas organizamos o desfile das escolas participantes do evento no dia 05 de setembro,  em homenagem  ao feriado estadual, e 07 de setembro em homenagem ao independência do Brasil.

A atividade organizada de apresentação cultural e teatral das escolas, tivemos sete escolas inscritos, escola Moliweni de Vista Alegre, Escola Maadzero, Escola Kalidzamai e Escola Paraattana, ambos todos de ensino fundamental completo. com premiação das escolas e alunos de melhor pontuação pelos jurados compostas pela organização do evento, sendo premiado as três primeiras colocações, que foram: 1º colocado a escola Moliweni de Vista Alegre, na apresentação teatral, em 2º lugar a escola kalizamai de Sta Rosa, com apresentação de dança cultural e por ultimo na 3ª colocação a escola Paraattana, com a apresentação de dança cultural, ambos todos com premiação surpresa.

3.1.2 Visita e reunião da escola menino de Deus da comunidade de Warirambá

Reunião escolar da comunidade de Warirambá, em que eu foi  convidado para estar presente e participar da sua reunião escolar e das reivindicações  da comunidade em prol de educação e formação escolar dos seus filhos na localidade. Então dentre o mais relevantes temas tratados, foi reivindicação da possibilidade de atender a comunidade  com a sala de extensão de ensino fundamental completo, via escola Maadzero da comunidade de Tunui Cachoeira – Içana. A estes (povo da comunidade) foram agradecidos pela iniciativa e ouvir e orientá-los, nas demandas apresentadas e direcionar as suas propostas para a instituição responsável, para este fins,  foram orientados de redigirem a Ata da reunião e encaminhar esta solicitação para a SEMEC e copia para  a Escola Maadzero, contendo a justificativa compreensível, contendo a demanda com o dados de  matriculas e aguardar a manifestação da SEMEC a respeito neste ano de 2012.

E referente esta propostas como API desta microrregião, peço por gentileza que avaliem a proposta da comunidade e dê retorno o mais rápido, para que esta escola e comunidade estejam cientes nas possibilidades ou não, assim que receberem os referidos documentos a respeito, desta referida localidade

Quantos aos trabalhos pedagógicos da escola tem ocorrido normalmente segundo o relato dos professores da comunidade, em que nos últimos anos são duplo e este confirmado pelo exposição dos pais na reunião.

3.1.3 Participação da reunião da Associação representativa religiosa na comunidade de Nazaré.

E outra atividade realizada e que considero relevante na função de API’s em 2011, foi a convite e a participação das Assembléia da Associação religiosa (União da Igrejas Bíblicas Unidas do Médio Içana – UIBUMRI)  sediada na microrregião, neste foi convidado para a atividade de assessoramento nas políticas e na documentação para regularização e fortalecimento da instituição. O evento aconteceu na comunidade de Nazaré do Rio Içana nos dias 19 e 20 de novembro, onde teve participação das cinco comunidades envolvidas (Taiaçu, Belém, Castelo Branco, Ambauba e Nazaré) que assisto na política de educação, sendo  para este evento, também foi convidada para a consultoria as Lideranças Baniwa, o Sr. André Fernando atual vice – prefeito  e o Sr. Mario Farias – diretor presidente da Coordenadoria das Associações Indígenas Baniwa e Coripaco, situadas na região do rio Içana.

Nesta ocasião alem das política e temas tratadas, dentre estes  foi discutida como melhorar as políticas de educação escolar na microrregião na abrangência daquela associação, no contexto atual, em que como propostas para fortalecimento colocaram a integração da atividade da associação nas escolas nesta microrregião, com programação de uma vez por semana, um líder religioso, visitar as escolas ou sala de aula e fazer palestra de curta duração, de máximo 15 minutos, motivo é que na avaliação do contexto de educação escolar nestas comunidades a religião tem ficado “fora” neste processo de escolarização e formação dos seus filhos, influenciado o baixo  participação dos jovens nas atividades religiosas nas comunidades, colocavam as lideranças religiosas participantes daquela reunião, consideraram como ponto negativo e deve ser solucionado e minimizado para não vim gerar conflito e problema sociais futuramente.

E alem destas atividades, procurei também passar algumas noticias e informações sobre as atividades do API, noticia da SEMEC, período de encerramento do ano letivo e as agendas de formaturas existente na microrregião, foram informados sobre a situação da merenda escolar segundo a SEMEC viriam assim que fosse entregue em todas outras regiões. Também ressaltei como discutir e planejar o funcionamento da escola para o ano de 2012, atividades que sempre são discutidas e encaminhadas no final do ano, como:  a renovação da matricula, documentos escolares e proposta de quadro de professores da escola e a coordenação.

3.1.4 Participação na Reunião do Conselho Local de Saúde da região do Rio Içana

Evento, realizada na comunidade de Tunui Cachoeira, na primeira quinzena de dezembro de 2011, a qual tive a oportunidade de participar, e nesta tivemos a oportunidades de ouvir o contexto da situação da saúde indígena, colocar e ouvir as propostas levantadas pelos conselheiros locais, as lideranças, professores, pais e alunos visando que melhorasse a atenção da saúde indígena nas comunidades do Alto Rio Negro, pois tem piorado a cada ano que passa nos últimos anos, ocorrendo mortes que poderia ser evitado se funcionasse o DSEI e principalmente os pólos bases distribuídos em diferentes microrregiões, considerados pontos estratégicos do município para esta finalidade.

Dentre as propostas que considero relevantes, nesta reunião foi proposto que as equipe da saúde nas comunidades, que, programasse e contextualizasse algumas atividades educativas e prevenção das doenças, integrado aos planos das escolas anualmente. E no encaminhamento final desta região, foi:

“… 4. Recomendações gerais para o bem-estar coletivo e de longo prazo na área de saúde nas comunidades indígenas:

Em virtude de até o momento a área do Alto Rio Negro ter precariedade em relação a pesquisas sobre as condições de saúde da população indígena (avaliação nutricional, impacto de alimentos industrializados na saúde bocal,…), solicitamos a fomentação do recurso para viabilização de pesquisas voltadas para saúde, com intuito de subsidiar os planos distritais de saúde do DSEI; estas pesquisas devem ser feitas pelos pesquisadores das Universidade e institutos Brasileiros; assim como estes devem ser de conhecimento dos Conselhos Locais, para dar aval, parecer e apoio político para desenvolvimento fundamental para as pesquisas nas comunidades indígenas;

  • Bolsas de estudo de apoio integral aos estudantes indígenas para posterior prestadores de serviço nas comunidades (técnicos de enfermagem, enfermeiros, odontólogos, médicos e especialistas)  deverá ser criado pela SESAI/Ministério da Saúde; na região do Içana temos uma demanda de 30 técnicos de enfermagem, 10 enfermeiros, 10 odontólogos, 10 auxiliares de odontólogos e 10 técnicos em saúde dentária, 5 médicos;… (Documento Final do Conselho Local do Içana – 2011)

3.2 Manifestações sobre a continuidade na função do API

Quero manifestar a respeito da minha atuação na função do API em que atuei nos últimos 04 anos, e via este relatório, quero colocar a minha posição para a equipe do DEEI e a Coordenação do API, que de acordo com que pude receber de avaliação, creio que não tenho atendidos as expectativas e quanto das comunidades, via as criticas continuas neste ano, portanto solicito que seja levada em consideração os relatório ou documentos e propostas das comunidades da minha microrregião, colocando uma nova pessoa se assim seja a solução, e que seja remetido um comunicado a minha pessoa, se continuarei ou não na função de API neste ano de 2012. E a respeito desses, as escolas e comunidades vem sendo comunicado por mim desde julhos de 2010, e neste ano (2011) as escolas receberam mais um documento a respeito desse cargo, que segue em anexo deste relatório a eles aplicado. E a minha posição é, gostaria de sair sim ou seja, aceito sair da função de API, e voltar a sala de aula, se possível na comunidade de Tunui Cachoeira.

E quanto aos materiais de trabalho recebido, segue uma tabela de avaliação destes materiais, de acordo com o que foi repassada e recebida quando assumi a função de Assessor Pedagógico Indígena – API,  portanto para apresentação das situação no momento segue o quadro demonstrativo:…

 4. CONCLUSAO E ENCAMINHAMENTOS FINAIS.

Concluo aqui que neste ano continue na função de Assessor Pedagógico Indígena – API, em que dentro das possibilidades tentei colaborar e apoiar à continuidade das propostas políticas e pedagógicas Indígenas do Alto rio Negro, iniciadas e levar estes a frente visando sempre a melhoria das escolas e comunidades neste processo de educação escolar.

 Neste ano de 2011, considero ser o ano mais difícil nesta função, pois tive muito criticado, por não manter o ritmo que nos tínhamos no outros períodos quando havia ainda apoio (logístico, didático e alimentação nesta atividade) o que nesta gestão vem a cada sendo extinto.

Motivo que as maiorias das pessoas das comunidades e colegas professores se enganam, achando que estivesse no mesmo ritmo e condições de apoio, quando se criou a categoria, as políticas e incentivo, acatando novas idéias e propostas, que propuseram o grande avanço de discussão e definição desta políticas de educação escolar Indígena no Rio Negro, segundo os anseios das comunidades. Continua claro creio para todos nós API’s, que a principal tarefa é orientar os professores em suas dificuldades de acordo com as políticas que SEMEC, para a concretização das políticas de educação escolar Indígenas no Alto Rio Negro, e também as comunidades neste processo, isso em linhas políticas e pedagógicas, o que no momento nesta gestão fracassou ou se estagnou na minha avaliação.

Mas tive a oportunidade de conversar com diferentes pessoas na microrregião do rio Içana, sobre o contexto atual, na falta de apoio para estes  fins ou da função, e a maioria consultados consideram a importância e necessidade de continuidade para a educação escolar e a formação dos povos Indígenas seja Baniwa, Coripaco e outros, e para o fortalecimento das políticas das gerais, os objetivos e metas que almejamos para futura geração e para o desenvolvimento social coletivo.

Porem não tive a oportunidade de visitar mais vezes todas as comunidades, mas de alguma forma conversei com a maioria das pessoas, apresentando os motivos de não visita, e onde pude chegar mais, tentei exercer o meu papel sempre que fui solicitado ou consultado.

O trabalho dos API’s hoje é reconhecido e considerado  importantíssimo as comunidades (pais, alunos e lideranças) para a construção e consolidação das políticas de educação e as práticas pedagógicas, e que começamos ensino diferenciado continuará e precisamos fortalecer este trabalho e não devemos ou eles não devem acabar isso de uma hora para outra, pois este não saiu por acaso, é uma conseguencia de lutas de discussão e construção das lideranças indígenas para com as comunidades e seu povo.

Portanto esperamos que as dificuldades possam ser minimizada e resolvida para o ano de 2012, tendo mais cursos, dialogo entre API’s. ter e haver ou no plano anual, o apoio logístico e didático aos API’s, para que possamos assim executar as funções e atribuições recomendadas, pois se caso continuar como ano de 2011, certamente a tendência não fazerem nada e o ano e a Gestão “Para todos”, estará deixando uma história de eliminação da iniciativa das sociedade indígenas do Rio Negro, e desconsiderando as iniciativas e proposta demandadas das escolas nas microrregião e sociais do Alto rio Negro.

Respeitosamente,

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CONSELHO LOCAL DE SAÚDE INDÍGENA DO IÇANA

Documento Final :CONSELHO LOCAL DE SAÚDE INDÍGENA DO IÇANA

 Do Centro Comunitário da Comunidade de Tunui Cachoeira Plenária final do dia 09 de Dezembro de 2011

O Conselho Local de Saúde Indígena do Içana localizado na Terra Indígena do Alto Rio Negro, instância local do Controle Social vinculado ao Conselho Distrital da Saúde Indígena do Alto Rio Negro – CONDISI, de acordo as diretrizes e políticas estabelecidas pela Lei nº 9.836, de 23/09/1999, Lei nº 8.142, de 28/12/1990 e da Resolução CNS/MS nº 333, de 04/11/2003, de caráter consultivo, propositivo e deliberativo de natureza permanente vinculado jurídica e administrativamente ao Distrito Sanitário Especial Indígena Alto Rio Negro, sediado no município de São Gabriel da Cachoeira – AM, reuniu-se nos dias 07, 08 e 09 de Dezembro de 2011 na comunidade indígena Baniwa Tunui Cachoeira. Estiveram presentes autoridades da saúde indígena (Luiz Lopes de Aguiar Neto – Chefe Distrital, Luiz Brazão dos Santos – Presidente do CONDISI, Narlei da Silva Cabral – Coordenação Técnica) e profissionais de saúde (Thaís Jussara de Araujo – farmacêutica, Jéssica Gomes de Almeida – enfermeira, Afrânio Ferreira Neto – Cirurgião Dentista, Luiz Sarmento – técnico de enfermagem e Francisney Nascimento Batista – enfermeiro), pesquisador da FIOCRUZ (enfermeiro Hernane Guimarães), 68 conselheiros locais de saúde indígenas Baniwa e Coripaco qualificados como capitães das comunidades, professores indígenas, senhoras, alunos/estudantes e lideres espirituais, representando mais 6.200 pessoas e mais de 78 comunidades habitantes do Rio Içana e seus afluentes como Cubate, Cuiarí, Ayari, Yawiarí, Quiarí e Waranã. Após discussões do conteúdo da programação da pauta “Reorganização e Readequação do Conselho local, novo modelo de gestão para prestação de serviço de saúde nas comunidades indígenas segundo modelo do Distrito Sanitário Especial Indígena”, este plenário do CLSII deliberou os seguintes:

1 – proposta a Chefia do DSEI do Alto Rio Negro quanto a reestruturação e readequação de gestão: infra-estrutura, logística e vigilância em saúde:

  • Melhorar a comunicação entre comunidade, equipe, pólo base entre si e sede implantando mais rapidamente possível canal e freqüência própria da Saúde Indígena do DSEI do Alto Rio Negro para radiofonia e assim planejar reposição de rádios com problemas e instalação de …. novas rádios nas comunidades onde ainda não tem; deve ser instalada radiofonia na CASAI de São Gabriel da Cachoeira; criar cinco canais e freqüência sub-regionais para facilitar e melhorar a comunicação; organizar horário de radiofonia; realocação das radiofonias dos locais onde as comunidades estão diminuindo de população, por exemplo, Loiro Poço e Arari-pirá;
  • Implantar internet nos cinco pólos base do Içana e em todos da região do DSEI para que possa melhorar a comunicação e radiofonia é fundamental para com as comunidades de suas abrangências;
  • Deve-se buscar também buscar instalação de telefone público nas comunidades para ajudar na comunicação;
  • Prestar conta sobre recurso que vêm através do hospital, Unidades de Saúde, prefeituras, conveniadas e do dinheiro da administração direta de três em três meses;
  • Prestar relatórios técnicos às comunidades e nos Conselhos Locais de Saúde Indígena;
  • Prestar relatório de Gestão anual e neste deve constar como foi gasto todo recurso anual destinado às populações indígenas para que melhor possam acompanhar e sugerir a melhora, analisar a execução e fiscalizar a execução dos planos discutidos e aprovados nos conselhos de saúde indígena, pois nunca houve na história do DSEI;
  • Trocar as pessoas no setor de compra e logísticas (Sr…) no prazo de 30 dias, pois não cabe todo atraso que houve para realização da reunião deste conselho depois de uma década de experiência e ainda prejudicando a participação e realização da reunião;
  • Construir pequenos postos de saúde nas comunidades denominada “Casa de Saúde na comunidade” como local apropriado para trabalho e guarda de seus materiais e medicamentos, pois até hoje guardam medicamentos e materiais nos quartos de suas casas;
  • Construir todos os pólos base de (Camarão, Tunui, Tucumã, Canadá e São Joaquim) de alvenaria e cobertura de telha de barro com maior área útil de modo que os profissionais possam desenvolver um bom trabalho e prestar um bom serviço a população. Os atuais tamanhos dos pólos não atendem adequadamente os serviços que deve oferecer nestes pólos e equipá-las com novos equipamentos;
  • Articular junto com a FOIRN, FUNAI, Conselho Municipal de Saúde e Conselho Distrital da Saúde Indígena para fazer rigorosamente a vigilância em saúde, pois no Içana chegam medicamentos com bulas nas linguagens estrangeiras através do Pr. Kim da Igreja Presbiteriana, ninguém sabendo ler e nem equipes de saúde sabem orientar sobre medicamentos quando solicitados elevando potencial prejuízo a saúde da população; solicitar à VISA local uma melhor fiscalização nesse contexto e que esta mantenha o DSEI informado a respeito dos resultados dessas fiscalizações;
  • Melhorar as condições (ambulanchas e aerea) de resgate e remoção de pacientes graves para Cidade de São Gabriel da Cachoeira e Manaus; ter equipe de resgate especializado no pólo base de Tunui Cachoeira;
  • Criar prêmio “melhor agente indígena de Saúde” como incentivo para melhor desenvolvimento de suas atividades que lhe compete; para isso os ACIS precisam ter mais capacitação e cobrança pelo trabalho prestado nas comunidades;
  • Atualizar dados do perfil epidemiológico e buscar meio legal de fazer licitação para compra regionalizada;
  • Garantir no orçamento o financeiro para apoiar projetos das comunidades ou associações referentes à medicina tradicional (plantas medicinais);
  • Realizar um diagnóstico de saneamento ambiental em todas as comunidades para elaborar um plano e implantar projetos tecnicamente como medida para prevenção da saúde nas comunidades indígenas;
  • Os conselheiros locais devem receber curso de capacitação sobre saúde indígena, gestão, planos assim como profissionais e gestores têm; nós precisamos ter curso para podermos exercer nossa função de conselheiros; contratar novos ACIS e AISAN;
  • Construir sede própria do DSEI do Alto Rio Negro (terreno, projeto de arquitetura, orçamento e construção);
  • Construir mini-hospital na comunidade Tunui Cachoeira para não tão longe como cidade de São Gabriel da Cachoeira ou Manaus;
  • Construir casa de apoio em cada pólo base devidamente planejada e equipamentos necessários;
  • Garantir na equipe multidisciplinar um tradutor Baniwa e Coripaco segundo a lei de co-oficialização das línguas indígenas do Município de São Gabriel da Cachoeira;
  • Planejar e mobilizar os especialistas e buscar parcerias institucionais para fazerem serviço pontual e anual no pólo base de Tunui e assim também para outras ações complementares à saúde indígena;
  • Aquisição de matérias de médico-hospitalares; buscar parcerias com instituições de pesquisas para comprovação de efeito terapêutico das plantas medicinais; criar sistema de avaliação feita pelas comunidades e equipes multidisciplinares;
  • Planejar curso de nível superior aos agentes comunitário de saúde indígena quando terminarem o curso técnico em agente comunitário de saúde indígena, a partir do ano de 2015;

 

2 – proposta aos pólos base de Camarão, Tunui, Tucumã, Canadá e São Joaquim:

  • Entregar cópias de planos de saúde, plano de trabalho e cronograma de atividades e viagens para as comunidades e conselheiros locais para que se possam acompanhar, ajudar, avaliar e fiscalizar o serviço objetivando melhoria da saúde indígena;
  • Os planos devem ser claros e didáticos citando atividades de ação preventivas a serem desenvolvidas para cuidados fundamentais para uma boa saúde correspondendo a realidade de cada Pólo e curativas primárias de doenças e de maior complexidade que exigem remoção para cidade de São Gabriel da Cachoeira e capital do Estado, Manaus; as equipes quando visitarem as comunidades deverão ficar dois dias e não passar quando não encontrar famílias, pois podem estar nas roças; nestas viagens devem fazer palestras para as comunidades conhecerem mais sobre sua saúde e passar cuidar do saúde utilizando práticas preventivas contra doenças; o ACIS deve dar palestra quatro vezes por ano; atendimento nas comunidades pelas equipes de saúde deverá ser permanente. E para isso deverá ser planejada por no mínimo duas equipes;
  • As equipes multidisciplinares de saúde indígenas dos pólos base devem seguir rigorosamente os planos, cronogramas com supervisão e cobrança do chefe dos pólos base;
  • Prestar relatório técnico e de gestão local dos pólos base às comunidades e aos conselheiros locais;

 

3 – proposta ao Secretário da SESAI e ao Ministro da Saúde:

  • Exmo Sr. Ministro da Saúde e Sr. Secretário da SESAI: 1) avaliamos uma década da Saúde Indígena e vimos que ainda está bem longe da Saúde ser especifico e especial no âmbito do Sistema Único de Saúde com subsistema; 2) por isso alertamos que tem a necessidade de adequação das leis que tratam especificidade de saúde indígena no Brasil: a) os DSEIs nunca conseguiram manter o mínimo de médico nas áreas e comunidades indígenas porque são muito caro, querem ficar na cidade, não gostam de gente, não gostam de resolver problemas e viver em dificuldades; b) os enfermeiros não podem receitar remédios, mas são os que mais ficam e gostam das comunidades indígenas; c) técnico em enfermagem tem muito sentido da cidade; não está de acordo com a necessidade local das comunidades indígenas; d) os agentes indígenas de saúde não são reconhecidos;
  • Nós sabemos que a mudança tem que ocorrer na legislação Brasileira para que haja uma adequação de serviço por profissionais de saúde. Sabemos também que cada categoria é regulamentada pelos seus correspondentes conselhos;
  • Como os médicos são muito caros e não gostam das comunidades indígenas, precisamos que o enfermeiro seja garantido por lei acrescentando sua atribuição na saúde indígena o poder de receitar os medicamentos, porque do jeito que está hoje nunca ninguém poderia desenvolver um trabalho que dependem das receitas dos médicos que nunca estiveram nas terras indígenas, comunidades e pólos base;
  • Os técnicos de enfermagem devem mudar de nome e ficar diretamente relacionados um novo nome com atividade que vai executar nas comunidades indígenas para evitar pegar doenças. Por isso sugerimos “técnico em educação saúde indígena”.
  • Outro problema importante refere-se a contratação de profissionais que a cada 12 meses são exonerados e logo depois são recontratados através de ONGs com altas encargos sociais (patronal), além de falta de estimulo e interrupções de serviços que prestam a saúde indígena. O Ministério da Saúde e Secretaria Especial da Saúde Indígena precisam encontrar meio legal (Constituição Federal) para contratação direta pela SESAI e posterior concurso público para sua efetivação como servidor público;
  • Articular via Itamarati a viabilização da Compra de combustível mais barato da Venezuela para serviço de saúde indígena do Alto Rio Negro;
  • Por tudo isso vimos através deste documento final da Reunião do Conselho Local de Saúde do Içana solicitar dos senhores “Autoridades máxima da Saúde Indígena no Brasil”, para que comecem articular e discutir com respectivos conselhos de cada categoria de profissionais de saúde, Conselho Nacional, CISI e apresentar a proposta de lei na 5ª Conferencia Nacional da Saúde Indígena que vai acontecer no ano de 2013;
  • Acreditamos que assim o nosso país estará dando avanço no processo de deixar saúde mais perto da realidade, da sua especificidade para melhorar a vida nas comunidades indígenas;

 

4 – Recomendações gerais para o bem-estar coletivo e de longo prazo na área de saúde nas comunidades indígenas:

  • Em virtude de até o momento a área do Alto Rio Negro ter precariedade em relação a pesquisas sobre as condições de saúde da população indígena (avaliação nutricional, impacto de alimentos industrializados na saúde bocal,…), solicitamos a fomentação do recurso para viabilização de pesquisas voltadas para saúde, com intuito de subsidiar os planos distritais de saúde do DSEI; estas pesquisas devem ser feitas pelos pesquisadores das Universidade e institutos Brasileiros; assim como estes devem ser de conhecimento dos Conselhos Locais, para dar aval, parecer e apoio político para desenvolvimento fundamental para as pesquisas nas comunidades indígenas;
  • Bolsas de estudo de apoio integral aos estudantes indígenas para posterior prestadores de serviço nas comunidades (técnicos de enfermagem, enfermeiros, odontólogos, médicos e especialistas)  deverá ser criado pela SESAI/Ministério da Saúde; na região do Içana temos uma demanda de 30 técnicos de enfermagem, 10 enfermeiros, 10 odontólogos, 10 auxiliares de odontólogos e 10 técnicos em saúde dentária, 5 médicos;

 

5 – Quanto a reorganização do Conselho Local de Saúde Indígena:

  • A partir de 2012 no Içana e afluentes haverá 4 Conselhos Locais de Saúde Indígena Baniwa e Coripaco. São eles: CLSI da abrangência do Pólo Base de Camarão, Tunui e Tucumã, Canadá e São Joaquim;
  • Estes Conselhos devem ser instaladas ou implementadas no primeiro semestre do ano de 2012;
  • Vinte (20) em vinte (20) meses realizar-se-á um ENCONTRO DE SAÚDE BANIWA E CORIPACO reunindo todos os Conselhos Locais do Içana com apoio financeiro do DSEI do Alto Rio Negro com objetivo de fortalecer controle social local, melhoria da saúde nas comunidades e bem-estar coletivo dos povos indígenas;

Sessão ordinária do CLSII, …h, do dia 09 de Dezembro de 2011.

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Tema para Reflexao: Desescolarizar l Edilberto Sastre e Tatiana Espíndola

Um blog que pensa a problemática da educação em geral e explora a questão da desescolarização como possibilidade e como alternativa ao sistema educacional formal e institucionalizado.

É a escola a única instância educadora na sociedade contemporânea? É legítimo impor a toda a sociedade um único modelo educacional? Em pleno século XXI, é impossível pensar alternativas sérias ao modelo escolar? O que estão fazendo aqueles que tiveram a coragem de educar seus filhos fora da escola? Como pensar e implementar um processo sustentável de educação fora da escola?

Estas e muitas outras perguntas tem neste blog um espaço para construir respostas. Educar os filhos na sociedade do conhecimento é um desafio que supera de longe o modelo escolar…é urgente dedicar-nos coletivamente a consolidar essas alternativas.

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Um modelo para pensar a desescolarização da educação

Pensar o que fazer com a educação é o que nos corresponde a todos, famílias, estudantes, professores, empresas, universidades, Estado.  As propostas de reforma da educação se mostram tão tímidas e se fundamentam em elementos que em nada mudariam a estrutura do sistema de educação vigente. Do que precisamos é de novos paradigmas e sobre todo de visões que atendam profundamente à realidade tecnológica e epistemológica atual.  O modelo vigente é anacrônico. Sua capacidade de resposta mal atenderia as necessidades da sociedade do Século XIX. Para que reformar então?

Postamos, para consideração de todos(as) uma tentativa de ir além de uma proposta de reforma. Na tabela abaixo se comparam elementos do modelo vigente, elementos para um novo modelo escolar e elementos para uma desescolarização da educação.  O importante é perceber que tudo o dito aqui é possível. A sociedade conta com os elementos econômicos, tecnológicos para sua implementação.  Por tanto não é uma utopia, mais uma proposta. Discutir, pensar, criticar, melhorar é o que podemos fazer agora.
Tomamos o risco de colocar-nos publicamente e de ser tratados de sonhadores ou de alucinados. Preferimos assumir esse risco a continuar esperando que as soluções apareçam das estruturas que apenas estão aí para legitimar, manter ou reformar o paradigma de educação que vivemos hoje e do qual temos suficientes razões para o contestar.
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Mais Sobre PARFOR, online no portal da PROEG – Pró – Reitoria Ensino e Graduação – UFAM

O Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica é resultado da ação conjunta do Ministério da Educação (MEC), de Instituições Públicas de Educação Superior (IPES) e das Secretarias de Educação dos Estados e Municípios, no âmbito do PDE – Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação – que estabeleceu no país um novo regime de colaboração da União com os estados e municípios, respeitando a de autonomia dos entes federados. É destinado aos professores em exercício das escolas públicas estaduais e municipais sem formação adequada à LDB, oferecendo cursos superiores públicos, gratuitos e de qualidade. NOTÍCIAS Revisão de Resultado PARFOR 2012/1 A Universidade Federal do Amazonas – UFAM, em conformidade com princípios norteadores dos atos da Administração Pública, ou seja, legalidade, moralidade e publicidade, torna pública a relação nominal dos candidatos classificados no Processo Seletivo Simplificado PARFOR, consolidada após revisão dos processos referentes aos cursos oferecidos nos Municípios de Fonte Boa, Jutaí e Manicoré. Informa ainda que a presente listagem substitui a anteriormente publicada. Fonte Boa Resultado revisado – Jutaí Resultado revisado – Manicoré

Mais noticias, oportunidades e etc, acesse:http://proeg.ufam.edu.br/

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Reinicia a jornadas de cursos de Graduação dos profissionais indigenas no Alto Rio Negro

Neste mês (janeiro 2012), reinicoiu mais uma jornadas de cursos presenciais aos profisionais  indigenas em educaçào, no Alto Rio negro no municipio de Sao Sabriel da Cachoeira, sendo pouco mais de 08 turmas em diferentes areas de conhecimento, na cidade via o programama PARFOR via UFAM. E tambem tambem inicou nesta semana na segunda quinzena de janeiro de 2012, a licenciatura Indigena da UFAM, que acontecem em tres regioes diferentes no município de SGC/AM,  Alto Rio Negro, que atende mais 100 graduandos indígenas com base aos tres povos d lingua co-oficializada no municipio: Nheengatu, Tukano e o Baniwa. O pólo dos povos Baniwa, que começou na comunidade de Tunuí cachoeira – SGC/AM, no nomomento está acontecendo na comunidade de Assuncao do Içana, no municpio de Sao Gabriel da Cachoeira – AM. Que mudou pela necessidade de acesso a internet e outros, que na comunidade em que estava para acontecer no momento não ainda nao oferece estes recursos e que sao essenciais neste projeto de formação desses jovens.

Tambem, vai está começando o primeiro curso de Licenciatura Indigena via o Instituto Federal do Amazonas, Campus Sao gabriel da Cachoeira, das quais estarão se graduando em Licenciatura em Física.

Tambem está aberto a nova turma de PARFOR, que iniciarao o seu curso em Julho de 2012 tb na cidade ou municipio de Sao Gabriel da Cachoeira.

Esta é a realidade e contexto da regiao do Alto Rio Negro, para com as sociedade indigenas desta regiao, um sonho e expectativas de varios professores concretizando, ou seja, a expectativa rara de oportunidade de graduacao, hoje já é uma realidade. 

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Mineração Sustentável: é bom se lembrar desse exemplo‏,pesquisa e orientacao da assessoria ao Baniwa

Prezad@s,

Compartilho com vocês um pequeno clipping de notícias que organizei motivado por uma lembrança que me veio à mente, logo depois de nossa reunião de ontem, e depois de algumas semanas vendo o assunto da mineração “sustentável” em discussão, novamente, propagandeada pelo Governo do Amazonas como sendo esta a salvação diante da famigerada “pobreza” dos povos indígenas do rio Negro.

Eu quero começar alertando que recomendo uma escala por aqui mesmo pertinho da gente, antes de qualquer embarque para o Canadá. A gente muitas vezes costuma imaginar que a resposta para nossas interrogações está longe, quando na maior parte dos casos ela está por aqui mesmo, debaixo dos nossos olhos de quem tiver olhos para ver.

Estou convencido de que não adianta sonhar com o garimpo pedacinho do céu canadense, porque Brasil não é Canadá, as leis e os governos que lá governam, não são os mesmos que governam o lado de cá! Garimpo e garimpeiro que brota no Canadá, será o mesmo que brota do lado de cá? Simples.

Em 2005, logo que entrei no ISA e vim morar em São Gabriel, fui participar de uma audiência pública na câmara de vereadores, audiência esta motivada pela SDS (Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas) e pela a antiga FEPI, hoje SEIND (Secretaria Estadual dos Povos Indígenas). O tema de interesse eram as boas perspectivas que estavam se abrindo, as propostas de mineração sustentável que o governo do Eduardo Braga, de seu secretário de desenvolvimento sustentável Virgílio Viana, junto com Fred Cruz do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), vinham anunciar para os índios do alto rio Negro.

O tema fervente por aqui nem era mineração, me lembro muito bem que era EDUCAÇÃO. Os povos do rio negro estavam em forte luta por escolas de qualidade, educação superior para seus filhos, universidade e centros de pesquisa e formação instalados aqui, investimento na formação de professores, entendendo que esse seria um verdadeiro tesouro a ser construído e valorizado para os povos da região. Mas o assunto que o governo queria tocar era outro: mineração, incluindo o adjetivo mágico de sustentável. E vem sendo assim até hoje, ignorando as demandas e tentando enfiar goela abaixo dos povos indígenas seus próprios interesses. Recementente a Eibc-pamáali fez um convite para o Sec. de Educação viesse acompanhar uma formatura no Içana, negociar a (re)construção da escola, a contratação de professores, a legalização do ensino médio profissionalizante dos Baniwa e Coripaco. Em vez da Educação, o governo insistentemente e mal-educadamente, enviou o secretário de Mineração. Falta de decoro e respeito.

Lembro-me bem que nesta audiência de 2005 foi anunciado que a mineração sustentável iria começar pelo Sul do Amazonas, já que em terra indígena a constituição ainda não permitia brecha para experiências. Pois bem, no Sul do Amazonas a leis já autorizavam a começar com a experiência de se instalar uma indústria da mineração sustentável.

Vejamos o que veio nos noticiários em sequência àquela audiência, e se essas manchetes nos farão pensar um pouco mais antes de acreditar neste brilho que reluz novamente no alto rio negro, neste “ouro de tolo” que empresários e o Governo do Amazonas – muitas vezes não é nem possível distinguir quem é o empresário e quem é o governo por aqui – novamente tentam vender aos povos indígenas.

Se estiverem com pressa leiam apenas as partes em negrito. Prestem atenção aos substantivos e adjetivos – sem falar nos subjetivos – que aparecem com mais frequência. Como seria uma experiência de mineração sustentável que livrasse os povos indígenas dessa agruras? Seria isso realmente possível diante do que é a realidade amazônica e brasileira?

JANEIRO/2007

http://portalamazonia.globo.com/new-structure/view/scripts/noticias/noticia.php?id=47444

13 de Janeiro de 2007 – 13:19

Comissão avalia garimpo no Sul do Amazonas

Fonte: TV AMAZONAS

 MANAUS – Representantes do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Polícia Federal e Secretaria de Meio Ambiente do Amazonas estão no sul do Amazonas. Eles avaliam a possibilidade de regularizar uma área de garimpo descoberta em meados de novembro do ano passado no município de Novo Aripuanã. A comissão vai avaliar o impacto causado na floresta e se é possível viabilizar a exploração controlada de ouro na região. “Vamos fazer uma avaliação de forma a trazer elementos pra ver a necessidade de se criar ou não a reserva garimpeira“, informou Walter Arcoverde – Diretor de Fiscalização – DNPM. ” A nossa visão é tentar ordenar a atividade de produção de ouro dentro da legislação vigente ,” declarou Virgílio Viana – Secretário de Meio Ambiente no Amazonas. A pacata cidade Apuí, de 20 mil habitantes, que dá acesso ao garimpo nem parece a mesma. Caminhões e ônibus lotados chegam a qualquer hora do dia ou da noite levando o sonho de fazer fortuna. O garimpo foi descoberto em meados de novembro, mas nos últimos 20 dias, a notícia se espalhou pela região e provocou uma corrida pelo ouro. A chegada ao garimpo impressiona. Dezenas de barracões foram erquidos, a área desmatada já chega a 30 hectares, o equivalente a 30 campos de futebol. Mais de 4 mil servidores públicos, produtores rurais, desempregados e garimpeiros disputam por um pedaço de terra no local. Em muitos pontos de extração ao longo do garimpo ainda é possível retirar ouro a menos de um metro de profundidade. Essa aparente facilidade tem atraído cada vez mais pessoas para o local, só que já tem faltado espaço pra tanta gente. A área mais rica foi totalmente ocupada. Muitas pessoas passaram a garimpar em terras onde o minério é retirado em menor quantidade ou praticamente não existe mais. Quem continua no garimpo se arrisca a contrair doenças como a malária e a hepatite. No local não há qualquer tipo de assistência médica. Segundo a direção do hospital da cidade mais próxima. Cerca de 5 pessoas doentes por dia são removidas da área.

FEVEREIRO/2007

http://www.easycoop.com.br/cooperativismo/noticias/noticia.asp?id=4177

Garimpo no sul do Amazonas deverá ser legalizado em fevereiro

 

O Garimpo do Juma, localizado no sul do estado do Amazonas, deverá ser legalizado até, no máximo, o dia 16 de fevereiro. A estimativa é da diretora de Desenvolvimento Sustentável na Mineração do Ministério de Minas e Energia, Maria José Salum.

Coordenadora do grupo interministerial que acompanha o assunto, Maria José informou que os garimpeiros criaram sua própria cooperativa e com isso cumpriram a principal exigência do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), e do ministério, para que a extração de ouro seja regularizada.

“Sempre afirmamos que o direito à extração mineral seria concedido à cooperativa, e não para uma pessoa física”, disse.

Logo após a criação da Cooperativa Extrativista Mineral Familiar do Juma (Cooperjuma), no último dia 19, os diretores se reuniram em Manaus com representantes dos governos federal e estadual. Além de solicitar a legalização do garimpo, eles definiram algumas das práticas que deverão adotar.

Segundo Maria José, algumas medidas de preservação do meio ambiente já vêm sendo adotadas, como a obrigatoriedade de os garimpeiros taparem os buracos à medida que novos forem abertos. Eles não poderão utilizar maquinário pesado ou mercúrio na área do garimpo. Também será vedado o acesso de crianças e as condições de segurança e de saúde do trabalho terão de ser observadas: os garimpeiros deverão construir fossas sanitárias e locais apropriados para coleta do lixo. 

Para o início de fevereiro está agendada uma nova reunião entre garimpeiros e representantes do grupo interministerial. E a Secretaria de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e do Emprego planeja realizar um curso de capacitação para os garimpeiros cooperados.

Descoberto no fim de dezembro passado, o garimpo já atraiu pelo menos 4 mil pessoas ao município de Apuí (AM), a cerca de 65 quilômetros da capital. Há, porém, quem calcule a presença de 8 mil pessoas no local. Sob a coordenação da Polícia Federal, foi erguido na área um posto para fiscalizar o acesso de pessoas, máquinas e equipamentos.

A coordenadora do grupo interministerial afirmou que já há mais gente deixando o Garimpo do Juma do que chegando: “O ouro está concentrado e não necessita de máquinas para ser extraído, mas há um volume pequeno. As frentes de trabalho no local já estão todas ocupadas. Tem gente que há uma semana não consegue um barranco para trabalhar”.

JANEIRO/2008

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI2239255-EI8139,00-Justica+impede+garimpo+no+sul+do+Amazonas.html

Justiça impede garimpo no sul do Amazonas
16 de janeiro de 2008 02h29

Uma decisão da desembargadora Maria das Graças Bandeira impediu que o empresário José Ferreira da Silva Filho, o Zé Capeta, abrisse uma cratera gigante no garimpo do Juma, Sul do Amazonas, repetindo o desastre ambiental em Serra Pelada nas décadas de 70 e 80.

O buraco seria aberto no meio do garimpo para fornecer água à atividade de remoção das grotas, onde se encontra o ouro, com o uso de “bicos de jato”.

Segundo duas lideranças do garimpo, André Brasil e Deuzamira Guedes, a mineração cresceu muito dentro da selva e está faltando água para a extração do metal.

“Existem pelo menos mil homens trabalhando no Juma”, conta Brasil.

O verdadeiro proprietário das terras, Flávio Moreira Veras, reassumiu no domingo, por ordem judicial, o controle de sua área e decretou o fim da ameaça que pairava sobre aquela área de floresta.

“O Juma não se tornará uma nova Serra Pelada”, prometeu Flávio Moreira, que denunciou, porém, a derrubada de 300 hectares de mata nativa, equivalente a 300 campos de futebol.

Ilegal

Duas estradas foram construídas ilegalmente para permitir o acesso ao garimpo a partir da rodovia Transamazônica, no Sul do Amazonas.

“Além de perder suas terras, o verdadeiro proprietário também amargou sérios prejuízos ambientais porque a área foi dizimada pela extração do ouro”, diz a desembargadora Maria das Graças Bandeira, em sua sentença de reintegração de posse.

Nos 14 meses de funcionamento do garimpo, 15 toneladas de ouro foram extraídas das encostas da floresta, conforme dados de integrantes da Cooperativa dos Garimpeiros.

O empresário José Ferreira da Silva Filho, o Zé Capeta, disse que não vai desistir do garimpo porque foi ele que o encontrou e nele investiu todas as suas economias.

O advogado de Flávio Veras, Luiz Braz, disse que esse ato de Zé Capeta pode representar desobediência civil.

“Ele pode se complicar por causa disso”, disse o advogado.

Crimes

O garimpo, que mantém um destacamento de oito homens da Polícia Militar do Amazonas para evitar violência, vinha se tornando palco de pistolagens nos últimos três meses.

Na semana anterior à reintegração de posse, dois corpos apareceram boiando no Rio Juma, próximo ao garimpo. Segundo informações da Cooperativa do Juma, os cadáveres seriam dos garimpeiros comerciantes. Funcionários garantem que os corpos pertencem aos garimpeiros Carlos Souza e José da Mata.

 

OUTUBRO/2010

http://amazonianamidia.blogspot.com/2010/10/garimpo-clandestino-devasta-floresta-no.html

domingo, 3 de outubro de 2010

Garimpo clandestino devasta floresta no sul do Amazonas

Órgão federal diz que extração de ouro é irregular e contamina rio com mercúrio.

Cooperativa minimiza danos ambientais e diz que produção de ouro diminuiu muito -de 40 para 3 quilos por mês

KÁTIA BRASIL
DE MANAUS

Uma área de 1 km2 de floresta -algo em torno de cem campos de futebol- foi devastada pelo garimpo clandestino do Juma, em Novo Aripuanã (AM), diz levantamento do Ibama.

A extensão da degradação é grande, [há] erosão do solo [e] assoreamento de leito de igarapés. A ocupação humana desordenada causa problemas como lixo e doenças“, afirma o analista ambiental Jerfferson Lobato dos Santos, da Divisão de Controle e Fiscalização do Ibama.

Aberto no início de 2007, o garimpo do Juma atraiu mais de 10 mil pessoas de várias partes do país ao sul do Amazonas. Uma comissão coordenada pela Casa Civil, então chefiada por Dilma Rousseff, tentou viabilizar a exploração sustentável do garimpo após pedido do ex-governador Eduardo Braga (PMDB).

Mas com o desmatamento e assoreamento dos rios descontrolados, o Ibama barrou a atividade na Justiça Federal. O licenciamento do garimpo seria autorizado pelo governo do Amazonas.

Imagens áreas mostram o resultado da ação devastadora contra a floresta em uma das regiões mais intocadas da Amazônia. Na busca de ouro, os garimpeiros abriram crateras na mata virgem, a maior com 50 metros de largura. Com picaretas, eles escavaram encostas e fizeram nelas galerias e trincheiras.

Nas galerias abriram buracos de oito metros de profundidade, o que lembra o garimpo de Serra Pelada, no Pará. “É uma degradação grande, só recuperável com projetos realizados pelo órgão estadual”, afirma Santos.

Ao menos 500 pessoas continuam no garimpo de forma clandestina, Por isso, diz o Ibama, o dano ambiental pode ser maior -o que é negado pela cooperativa dos garimpeiros do Juma.

A entidade diz que 40 quilos de ouro chegaram a ser tirados por mês. “Agora eles tiram dois, três quilos, mas o garimpo só tem associados da cooperativa, não entra mais ninguém”, diz o garimpeiro Paulo César Lourenço.

O DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), órgão federal que autoriza a lavra, diz que o garimpo do Juma está totalmente irregular, contaminando com mercúrio o rio que dá nome à região. “Por que não mandam fechar o garimpo?”, questiona o geólogo Fred Cruz, chefe de serviço do DNPM, órgão que faz parte da comissão da Casa Civil.

À Folha o Ipaam (Instituto Proteção Ambiental do Amazonas), órgão estadual de combate o desmatamento, disse que o dano ambiental provocado pelo garimpo do Juma está em fase de dimensionamento e que o objetivo do governo é reabrir a lavra.

O órgão, diz o Ipaam, está orientando os garimpeiros sobre o licenciamento da atividade e instruindo-os a evitar a contaminação: “Está sendo delineado um projeto de recuperação da área por meio de viveiro de mudas diversas a ser executado pelos próprios garimpeiros”.

Além destas notícias eu sigo com alguns destaques de outras notícias apenas:

“Desde o começo de fevereiro, quase não se acha muito ouro. Sobrou uma paisagem lunar de árvores caídas e trincheiras que lembram as grandes guerras do passado.”

“Políticos, prostitutas, fazendeiros e garimpeiros profissionais – muitos deixaram tudo para trás para tentar a sorte e ganhar um futuro melhor nas margens do Rio Juma.”

“Quem ainda está por aqui, ou ainda sonha com o grande achado, ou, simplesmente, não tem grana suficiente para pagar a passagem pra casa. “Vendi tudo para bancar minha vinda. Não me restou outra opção além de ficar aqui e dar um jeito, lutando”, diz um homen de cinquenta e sete anos de Porto Velho. “Mostraram muito ouro na televisão, mas foi tudo uma mentira, tudo não passou de uma grande mentira”.”

“Para poucos sortudos o sonho se realizou, mas, para noventa e nove porcento, o sonho de ficar rico virou um pesadelo”, resume Caio Ferreira, delegado da “Operação Juma” da Polícia Federal.”

“Diarréia e gripe se espalharam e conflitos sobre as terras começaram a esquentar o clima dentro do garimpo. Enquanto isso os comerciantes fizeram bons negócios vendendo alimentos, bebidas e ferramentas por preços elevadíssimos. Dizem que a dona de um supermercado de Apuí mandou buscar uma dúzia de meninas em Manaus para colocâ-las num puteiro no meio da floresta. Preço da entrada: um grama de ouro.”

“o proprietário das terras, Flávio Moreira Veras, 74, que não recebeu até agora um punhado de ouro sequer. Com mais de mil homens minerando ouro para ele, o cidadão José Ferreira da Silva (Zé Capeta) se tornou um homem muito poderoso, com gente importante defendendo os seus interesses em várias esferas”, diz o advogado, que se nega a citar nomes.”

“O clima no garimpo é de tensão. O efetivo de 12 homens da Polícia Militar (PM) sabe de ameaças e recentemente não permitiu mais que Flávio Veras andasse pelo garimpo sem escolta.”

“O garimpo do Juma é uma prova de como normas elementares da vida brasileira são descumpridas. Andando pelo garimpo, é possível ver dezenas de crianças fora da escola. Se alguém se dispuser a ficar na entrada, vai identificar a chegada de garimpeiros que trazem consigo suas famílias. A exploração do trabalho infantil é patente por onde se anda.”

“Em caso de doença, há apenas um auxiliar de Enfermagem para atender os pacientes.”

 

Conclusão:

A minha opinião é de que se os Governos do Estado do Amazonas e do Brasil realmente estão interessados em ajudar os povos indígenas do rio Negro deveriam começar fomentando o que de há de mais valioso para o futuro dessa região, que são processos educacionais, desde o ensino fundamental até os mais avançados níveis. 

Neste período de investimentos, que pode ser de 10-15 anos, já vai circular grana suficiente para que as comunidades se mantenham, porque investimento no ensino de qualidade, como nas escolas piloto que o ISA e FOIRN criaram é também renda circulando. Sejam com bolsas de pesquisa, investimento em infra-estrutura e em funcionários bem pagos, abastecimento das escolas, etc, também gera emprego e renda de qualidade. E o mais importante é que isso é a base que pode favorecer uma economia realmente sustentável. Mesmo que seja para explorar minérios no futuro próximo, 10 anos apenas, com advogados indígenas, administradores indígenas, engenheiros, técnicos de manejo ambiental, enfermeiros, médicos e etc bem formados, os povos indígenas vão poder aproveitar melhor dessa oportunidade e não estarão a mercê somente dessa economia do ouro, podendo usar sua força de trabalho e capacidade para criar outras mil alternativas de renda. Eu mesmo nasci praticamente em cima de uma mina de ouro em Minas Gerais. Mas assim como toda a minha geração, foi a boa educação em escolas de qualidade que garantiram de fato minha renda, minha satisfação profissional e como ser pensante, construtor de um mundo melhor.

Porque o Governo-Empresários do Amazonas não levam isso a sério? Pela pressa em explorar o quanto antes a ignorância e a fraqueza dos povos que realmente são os donos dessas terras. Colonialismo puro.

Não se deixem enganar facilmente, junto com o bilhete de embarque para o Canadá peçam ao Governo do Amazonas um bilhete com escala para o Sul do Estado. Pesquisem por aqui mesmo por perto que espécie de garimpo sustentável é esse que eles estão construindo de fato, e tomem a melhor decisão para um futuro de bem estar dos povos e terras indígenas do rio Negro.

Abraços

Adeilson

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Consultori​a de etnomapeam​ento nas Terras Indígenas Kayapó

CI contrata  Consultoria para Execução do Etnomapeamento (Mapeamento Cultural Participativo) das Terras Indígenas Baú, Menkragnoti, Kayapó e Badjonkore (PA)

 O Programa de Povos Indígenas & Tradicionais da Conservação Internacional, em parceria com a Diretoria de Áreas Protegidas da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará, está contratando consultoria técnica especializada para elaboração do Etnomapeamento (Mapeamento Cultural Participativo) das Terras Indígenas (TIs) Baú, Menkragnoti, Kayapó e Badjonkore (PA, como subsídio ao plano de manejo das referidas TIs.

 Maiores informações sobre este trabalho no TDR em anexo.

  Os interessados deverão apresentar as propostas deverão apresentar Declaração de Interesse e Currículo Vitae.

  Prazo para apresentação de propostas: 30/01/2012

  Resultado da Seleção: 08/02/2012

  Início das atividades da consultoria: 15/02/2012

                

  As propostas deverão ser encaminhadas para a.leme@conservacao.org e/ou .

 

  Agradecemos a divulgação desta informação.

 

  Atenciosamente,

  

Andréa Leme da Silva

Coordenadora | Coordinator

Programa Povos Indígenas e Tradicionais | Indigenous and Traditional People

 

Setor de Autarquias Sul, Qd.3 Lt2 Bl C70.070-934 – Brasília – DFTel (Fax): +55 61 3226.2491 Skype: andrealeme

 

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Oportunidade:PSS/SEDUC – AM aos indigenas

GOVERNO DO ESTADO DO AMAZONAS

EDITAL DE PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO/2012 SEDUC – INTERIOR/ÁREA INDIGENA

O GOVERNO DO ESTADO DO AMAZONAS

, através do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas – CETAM, realizará Processo Seletivo Simplificado visando contratação temporária de Professores para a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino – SEDUC para atuar nas áreas Indígenas de Autazes, São Gabriel da Cachoeira, Santa Izabel do Rio Negro. Nhamundá, Tabatinga, Santo Antonio do Içá, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença, Amaturá, Jutaí, Borba, Manicoré, Humaitá, Barreirinha, Maués, Parintins e Atalaia do Norte

DA INSCRIÇÃO

3.1 O candidato que desejar concorrer às vagas constantes dos QUADROS 1 e 2 deverá realizar a inscrição pela internet, acessando o site

 

http://www.concursoscopec.com.br, entre 0 (zero) hora de 22 de dezembro de 2011 até as 23h59min do dia 26 de dezembro de 2011, preenchendo a Ficha de Inscrição e imprimindo-a, declarando atender às condições exigidas e submete-se às normas deste Edital.

3.2 As inscrições só poderão ser feitas exclusivamente via internet e após a impressão da ficha, o candidato deverá dirigir-se ao local de efetivação da inscrição (item 3.2.3.)

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