RELATÓRIO ANUAL DE ASSESSORIA PEDAGÓGICA INDÍGENA – API DA MICRORREGIÃO DO MÉDIO IÇANA I – SGC/AM – 2011.
- 1. INTRODUÇÃO
O presente documento relata as atividades desenvolvidas na função de Assessor Pedagógico Indígena – API, no ano letivo de 2011, referente à atuação nesta função na microrregião do Médio Içana I, no município de São Gabriel da cachoeira – SGC/AM.
Portanto este tem por objetivo relatar, informar e manter informados a instituição responsável em educação escolar no município (SEMEC) e os parceiros que desenvolvem e acompanham as ações educacionais no Rio Negro (governamentais e ONG’s) e por fim as lideranças representativas regionais e locais, (os professores e lideranças e pais), que acompanham e tem o interesse em acompanhar o processo e funcionamento da educação escolar Indígena nas comunidades da microrregião, e em geral nas comunidades indígenas, as atividades e dificuldades enfrentadas nesta função, as experiências das escolas e professores destacadas neste ano, as criticas, sonhos e propostas de melhorias nas ações educacionais nesta microrregião.
2. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO 1º SEMESTRE 2011
No 1º semestre de 2011, foi planejado as atividades com base nas experiências e orientações recebida para estes fins anualmente, (que no mínimo deve ser entregue no inicio de Janeiro, com levantamento logístico e as agendas de viagem – visita), mas porem neste ano não ocorreu como planejado pois não tivemos o apoio logística necessário para estes fins e nem os materiais didáticos básicos que recebíamos para estes fins para execução das atividades junto aos professores e alunos. Mediante o cenário problema da gestão municipal, no inicio do ano parecia estar predefinido as dificuldades e não continuidades das políticas e propostas políticas pedagógicas nas escolas nas comunidades, as iniciativas dos professores na metodologia de ensino diferenciado (ensino – pesquisa), pois a equipe que estava para tentar orientar a continuidade destas iniciativas, aos poucos foram saindo da Secretaria de Educação, pois percebiam que não tinha possibilidade concretizar e continuar incentivando se a maioria estava é com a ideologia e política de “Educação convencional”.
Diante deste cenário tive a oportunidade de participar uma outra atividade junto aos parceiros em educação no Rio Negro, a equipe do ISA, em que participei de uma atividade direta e indiretamente, por meio da qual tive apoio em combustível, o que possibilitou a realização das minhas atividades como API na microrregião, em paralelo aos trabalhos da consulta e discussão da Universidade Indígena do Rio Negro e a formação no 3º grau indígena, que o ISA esta discutindo que eu tive a oportunidade de participar, e executar na minha microrregião de atuação como API’s (síntese do objetivo geral da mobilização e consulta, foi levantar a demanda para formação superior Indígena do Rio Negro, via projeto de educação do ISA, com apoio financeiro do Instituo Arapiau).
E esta atividade foi oportuna para mim como API’s, pois intermediou a minha articulação podendo chegar neste período em algumas das localidades assistida na função, em que realizei alem das atividades especificas de mobilizador do GT – ISA, realizei pequenas reuniões e diálogo com as lideranças e professores das comunidades, ocasiões em que passava as informações e o contexto da SEMEC/SGC naquele período, e noticias direcionadas as escolas e professores. Também oportunidades onde foi apresentando as dificuldades enfrentadas para a execução das função de Assessor Pedagógico Indígena, na inexistência e falta de apoio, como tínhamos nos últimos anos. E as tentativas de busca de apoio, também era ressaltada que tenho tentado solicitar o apoio continuamente sempre que tenho a oportunidade de chegar na Secretaria Municipal de Educação – SEMEC e inclusive, eu foi orientado para reivindicar apoio junto a prefeitura ( orientação da equipe do DEEI/SEMEC , o coordenador dos API’s), esta possibilidade foi feito, mas porem, sem sucesso em todas as reivindicação.
Diante deste fato, os trabalhos aconteceram de acordo com as possibilidades e oportunidades que tive aproveitando os eventos ou viagem oportunos qur tive neste período, sendo executada graças aos atividades como mobilizador do GT – ISA, em algumas localidades em que as pessoas referenciais moram, segundo as orientações e agendas pré-definida. E mediante este contexto e dificuldade, foi notificado os professores e as lideranças das escolas e localidades da microrregião, gerado pela pendência de apoio da SEMEC, mas ficava na expectativa de receber o apoio necessário, pois sempre havia promessa do coordenador dos API, de que receberíamos no mês seguintes e assim os trabalhos e agendas aconteceriam como previsto e programado. Mas promessa sem sucesso.
Na condições que o ano anterior finalizava e o inicio do ano, a agenda de atividade do 1º semestre de 2011, foi programada e agendada nas seguintes orientações e propostas, que foi repassada a SEMEC/SGC e as comunidades, contendo os seguintes itens: a) As atividade de visita e acompanhamento di API nas escolas, ocorrerão nos finais de semana para as reuniões coletivas e com os professores (sábado e domingo), pois neste ano atuaria na sala de aula junto SEDUC no ensino Médio de Tunui, onde resido; b) As viagem – visitas acontecerão nos momentos oportunos de outras atividades, devido a pendência de apoio para este fins, mas haverá viagem de mobilização de discussão e consulta sobre o Programa de Formação superior Indígena do Rio Negro, programada para algumas localidades do médio Içana.
E dentre o que já vem sendo feito anualmente junto aos professores, recomendei a continuidade de prestação de relatório de atividade bimestrais dos professores e a dos professores responsáveis ou coordenadores, o relatório de abertura e planejamento escolar de 2011.
E esta iniciativa tem sido feito e cumprida por alguns professores neste ano, e este mecanismo facilita e incentiva indiretamente e diretamente o acompanhamento individual dos professores. Mas porem outros a maioria não, a maioria os professores mais antigos. E os sempre cumprem o seu papel e recomendações, sei como eles tem se posicionado nas suas atividades e atuação (metodologia, uso da língua, contextualização do tema e etc.) e os que não prestam relatório são colegas professores e em reuniões que conseguia fazer sempre tem manifestado que estão trabalhando dentro das suas competências, e nestes caso sempre tenho colocado a minha posição que estou a disposição para ouvir indagações e propostas, mas sem muita certeza nas quais dificuldades ou competências.
Mas aos que tem prestado o seu relatório, nas reuniões realizadas, a maioria tem relatados que estão trabalhando bem, percebem o bom rendimento escolar dos seus alunos, e também deparam com alguns alunos com dificuldade principalmente na leitura, que tem sido a dificuldades. Mas em geral nesta minha experiência nesta função tem sido raro um colega professor principalmente os mais antigos, dizer que está com uma dificuldade e querer ou solicitar um apoio ou orientação a respeito (apesar de perceber que há ou que comentam que ele têm). Mas estas criticas dos seus colegas, tenho respeitado, quanto o seu posicionamento. Já os professores do Magistério Indígenas II e os acadêmicos, ou seja, os professores recém – chegado em sala de aula, este sim sempre tem me procurado para orientação e esclarecimentos de suas duvidas, e estão sempre em busca de melhoria de suas práticas e experiências junto aos seus alunos, e para mim isso é gratificante, pois a este tento fazer o meu melhor e o que tenho recebido de orientação a respeito do que são questionados (a metodologia de alfabetização na língua escrita da língua, contextualização do tema e etc.).
E assim concluo que, como a maioria dos professores das escolas desta microrregião são as mesmas, que vem atuando nos últimos três anos, então considero que são professores de pouca dificuldades, são esforçados, inteligentes e não tem muita atividade ao API, querem sempre é receber noticias da SEMEC e outras novidades ou evento que acontecem no município.
Portanto apesar das dificuldades de apoio ao API, e a eles em materiais escolares e merenda, têm continuado as suas atividades de acordo com as suas competências e condições a eles dadas, e o acompanhamento aconteceu em maior parte de forma indiretamente, sendo com a iniciativa própria, com os colegas professores. Os que sempre fizeram o relatório de acompanhamento do API, parabenizo pela responsabilidade e reconheço o esforço que tem para com o API’s que o acompanham as suas atividades e a atuação nas escolas e comunidades.
E critico que, não tive nenhuma orientação ou recomendação da SEMEC para levar aos professores neste 1º semestre deste ano, na troca-troca dos coordenador dos API’s na DEEI/SEMEC tem enfraquecido a atuação e trabalho dos API’s, pois neste ano não tivemos mais reunião com a equipe pedagógica, não teve a continuação da formação, nenhuma reunião com o secretario de educação, e sim comentários negativos (“ a categoria de API seria extinta, pois era uma iniciativa do Projeto PAR”). E este cenário tem desanimado vários colegas API’s, uns pedindo para voltar a sala de aula e etc.
Mas onde pude chegar, localidades onde tivemos a agenda de trabalho do GT de consulta sobre formação superior e outros, e principalmente onde estou morando os professores sempre tem me buscado para ajudar na orientação, no planejamento de aula, reunião dos professores, reunião da comunidade, ou em outros eventos, e de acordo com as temáticas tratadas nas ocasiões, tenho tentado fazer o possível para ajudar no que é da minha competência e compreensão, orientando o que compreendo dos temas tratados e etc. nisso vejo o reconhecimento e respeito deste professores, alunos e os membros das comunidades.
2.1 O acompanhamentos das escolas Indígenas Baniwa do médio Içana I
2.1.1 A Maadzero de Tunui Cachoeira.
Neste primeiro semestre fiquei mais presente na comunidade de Tunui Cachoeira, localidade onde moro e também atuei também em sala de aula no ensino médio da comunidade, e de acordo com as minhas atribuições, sempre me dispôs para todos os professores e alunos, para reuniões e orientações, e tive o acompanhamento dos professores e os de alunos em suas atividades pedagógica e reuniões políticas, planejamentos, informativa escolar e da comunidade.
E neste ano a comunidade teve mais um privilegio, e recebeu mais um programa social na comunidade, a implantação de PROJOVEM, junto a PET que já funciona alguns anos na localidade e as modalidade de ensino fundamental e médio existente e funcionando nesta localidade, e a este novo programa, acompanhei e o responsável nomeado para esta função me chamou mais de duas vez em busca de orientação para adequação do programa de acordo com a realidade dos jovens e o programa. . Talves por ser uma das maiores comunidades da microrregião em número de população e estudantes, foi implantada este programa, abaixo são imagens de 1ª turma de PROJOVEN e a turma de alunos de ciclos iniciais.
Nesta escola e localidade a experiência relevante deste ano, tem sido a continuidade de trabalho pedagógico diferenciado, a realização da pesquisa, e intercalado com as áreas de ensino comum (disciplinas), estes também incentivados pelo curso de graduação que maioria dos professores desta escola, participa. Neste semestre desenvolveram diferentes temáticas, com turmas de diferentes níveis de ensino, sendo encerrado com a realização de um Seminário de apresentação do resultado final (para umas turmas) e parcial (para outras turmas) dos trabalhos de pesquisa desenvolvido neste período.
E a avaliação dos pais neste processo e metodologia de ensino, tem sido positiva em todos os termos, demonstraram reconhecimento e elogiaram os seus filhos no esforço e empenho nas temáticas realizadas até aqui, reconheceram da necessidade de os apoiarem mais os filhos nas pesquisas, e pediram para continuar aprofundando o estudo nos temas iniciados, e levantaram propostas de novas metodologias (haver mais atividades práticas às temáticas palpáveis) aos alunos, isso se refere a leitura, expressão oral, mais entrevistas, etc. E esta política na comunidade iniciativa vem melhorando aos poucos a cada ano, nos aprofundamentos conciliando a participação dos pais e mães neste processo de formação escolar dos alunos, e que deve continuar na escola certamente.
2.1.2 Outras atividades relevantes, na escola Maadzero e comunidade
2.1.2.1 Seminário de apresentação das Pesquisas
Foi realizada na primeira quinzena de junho, o seminário de apresentação dos relatórios parciais ou finais, das diferentes temas de pesquisas realizada pelos professores com as turmas de alunos na escola Maadzero, organizada e distribuídas de acordo com tema de interesse dos alunos, orientado e coordenado pelos professores no período de março a junho de 2011.
Neste evento, os alunos apresentaram temas de suas pesquisas, os objetivos, plano de trabalho e os resultados obtidos (relatório), sendo para alguns, a conclusão final e para outros relatórios parciais as quais continuaram estes temas no 2º semestre de 2011. Dentre os temas desenvolvidos, são: Plantas medicinais para tratamento de picada de cobra; Estudos das Plantas e sua importância para o meio ambiente, aos animais e insetos principalmente na produção de alimento as abelhas; Tipos de frutas silvestres comestíveis pelos peixes, das quais podem ser iscas na pescaria; CAJU como tema central de alfabetização; Lendo e escrevendo a parte de uma planta, etc.
Como conclusão e avaliação do seminário e pesquisa na escola, neste evento, todos os pais participaram, elogiaram os professores pela iniciativa e trabalho de pesquisa, recomendaram para continuar pesquisando e aprofundando as pesquisas, isso para os níveis mais avançados e que não podemos exagerar diziam os pais e professores, na cobrança de aprofundamento de pesquisa nos níveis iniciais, pois estes estão ainda começando. Alguns pais demonstraram reconhecimento e apoio neste método de ensino na escola e pediram para envolver mais os pais neste processo de forma que possa ampliar e comparar a variação e os diversos conhecimentos entre as pessoas na comunidade.
2.1.2.2 Reunião e orientação do API’s aos professores da Escola Kalidzamai
Neste período uma atividade relevante ou esforço destacado, foi a iniciativa e interesse dos professores da Escola Kalidzamai da comunidade de Santa Rosa da microrregião do médio Içana II, ou seja, uma escola da localidade que fica acima de Tunui Cachoeira, das quais me pelo interesse próprio coletivo do grupo, deslocaram até a Tunui, onde resido na busca de orientação e consulta sobre a metodologia, desenvolvimento de uma pesquisa básica, os procedimento da sistematização, correção para uma pequena monografia ou introdução a uma pesquisa cientifica, pois visavam ou estavam discutindo e definindo internamente naquela escola e comunidade, a implementação na proposta política da escola, a realização de pesquisa de monografia de conclusão de ensino fundamental aos alunos a partir deste ano. E com este argumento, foi aceita a iniciativa e a eles tentei repassar diversos informações relacionadas, por escrito e oralmente.
Para esta finalidade e interesse deste grupo, estes se organizaram com esforço próprio e vieram duas vezes até a comunidade de Tunuí Cachoeira, para as quais com base nas experiências pessoais foram orientados em: a) Os tipos de projeção de uma pesquisa, (projeto de pesquisa) os passos ou os itens que compõem o esqueleto e orientação de um projeto de pesquisa, como: tema, hipótese, objetivo, justificativa, metodologia e a cronograma de atividade), conhecimento adquirido a partir na minha graduacao na UEA, e os Passos de um pesquisador, orientado pela professora Judite Barbosa Albuquerque, consultora MEC, que fez trabalho no curso dos API’s, e via projeto de educação Rio Negro do ISA na região do Içana alguns anos atrás..
E quero lembrar que não só esta escola tem demonstrado este interesse e curiosidade neste processo de ensino, no ensino fundamental pelos estudantes Baniwa. Exemplo disso apesar de pouco apoio ou nenhum incentivo em materiais pedagógicos, outras escolas vem trabalhando neste processo, introduzindo noções de pesquisas, pesquisando diferentes temas de interesse dos alunos ou do povo da comunidade, exemplo disso é a comunidade de Tunui cachoeira.
2.2 Escola Vista Alegre e comunidade
Neste semestre com base no que se referiu anteriomente, somente tive uma oportunidade de viagem e visita a esta comunidade, onde foi realizada uma reuniao coletiva (com liderancas, professores, pais e alunos), para as quais foi apresentado a situação e a dificuldade enfrentada pelos API’s devido a falta de apoio para aexecucao de suas atividade e as atribuiçoes recomendadas junto as escolas e comunidade, como nas politicas de educação, orientacoes pedagógicas (metodologia diferenciada, a pesquuisa e etc.).
Mas foi colocado a todos que sempre que houvesse oportunidade estaria desenvolvendo as minhas atividades como API na comunidade, e tambem foi dito que estaria sempre a disposição para convite e orientações e diálogo via correspondencia caso seja necessário.
E conversando com os professores, pediram mais orientacao em planejamento de aula com tematicas que envolve o interesse e demandadas na comunidade. E com esta turma, eles me apresentaram os seus planos de aulas e no que foi compreendido foi sugerido algumas melhorias, tais como nos objetivos e nas propostas metodologicas para a execução dos planos. Nesta escola os pais tem uma participação ativa direta e indiretamente no processo de ensino, isso compreendido a partir das posicionamento e colocacoes dods pais e professores da comunidade, sendo que há trabalho prático nas aulas de artes com a produção de artesanatos, estes segundos os objetivos das pesquisas pré- estabelecidos.
E em outras escolas neste periodo não tive oportunidade de conhecer trabalhos em destaque, mas creio tem continuados os trabalhos diversificados, areas comuns de ensino, contextualização dos temas trabalhados, pesquisas e etc.
3. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO 2º SEMESTRE 2011
Neste segundo semestre, de acordo com a possibilidade de trabalho nesta função dos API’s, continuei acompanhando as atividades das escolas, mas desta vez mais de forma indireta, pois não tive condições de viagem e visita, devido a extinção ou cancelamento de apoio logístico, ou seja, não teve muita melhora e diferença em apoio em relação ao primeiro semestre de 2011, sendo para este período foi reformulado o plano e agenda de atividade e entregue a instituição responsável, mas sem sucesso, e este fato também foi levada ao conhecimento das comunidades.
Como tenho mencionado anteriormente, atuei na sala de aula pela SEDUC na comunidade Tunui, no ensino médio. E em todas as viagem que tenho feito com recurso próprio, para a cidade e nas outras comunidades, sempre tenho tentado informar e manter informado as escolas e comunidades (professores e alunos e os pais e lideranças das comunidades também), que continuava a crise de apoio da SEMEC para com os API’s, e colocava que a equipe que coordenava o API, parecia não ter nenhuma iniciativa de como fortalecer as atividades, pois o que tem se percebido e que, quem ficou para coordenar os API’s, neste semestre não conseguiu mais reunir a categoria ou grupo, e sim mais atender os benefícios próprio, ou seja, presta um período na secretaria e outro período no estado, pois também é um servidor do estado nos colégios da cidade, e com os API’s talves tenha ficado na terceiro opção, na minha avaliação, pois não aconteceu nenhuma reunião entre o grupo neste período.
Portanto apesar de nós API’s, necessitar de apoio pelo menos no sentido político para levar para as comunidades, como no começo, e neste semestre isso acabou ou “morreu” nesta gestão, pelo que se percebe, até aqui não tem nenhuma ação concretizada, para a região do Içana principalmente, oficina temática ou encontro pedagógico apesar de solicitação e promessa, e pelo ritmo que está este vai continuar certamente em 2012, não só otimista de que haverá muita coisa de mudança de melhoria, mas não tenho certeza, no fundo no fundo, estamos com a expectativa de melhoria ou nada na próxima gestão, no momento na microrregião não temos mais expectativa, mas o que vier será sempre bem vindo e aceito, pois precisamos.
Hoje concluo que a crise talvez seja é conseqüência aos Baniwa, devido a briga e discordância política entre o Gestor Municipal com o Vice – Prefeito (Andre Baniwa), que atrapalhou os planos no meio do caminho, assim talvez foi por isso que o Içana sempre tem ficado em segundo ou ultimo plano para a sua atenção, exemplo disso a distribuição da merenda escolar e materiais escolares, veja, a ultima remessa de 2011, ficamos sabendo que as outras regiões receberam no final de novembro e dezembro, a região do Içana ficou sem nada, apesar de necessitar tanto como as outras.
3.1 Alguns ações com recurso próprio e dificuldade.
Neste semestre de acordo com a competência e as atribuições estabelecidas aos API’s, participei das reuniões escolares principalmente na comunidade de Tunui Cachoeira onde resido, e em algumas comunidade de reuniões escolares e de associação representativas, nas quais tenho prestado orientação e assessoria nestas ocasiões, como em: Vista Alegre, Warirambá, Nazaré e Taiaçu.
Portando apesar de não ter apoio, continuei na função, me sentir obrigado a fazer algo, assim me esforcei para fazer pequenas coisas e cumprir o meu papel, sendo com recurso e esforço próprio, visitei ou passei em maioria das comunidades assistidas. E ao invés de elogio, recebi indiretamente muita critica, (que não estava visitando as escolas e entre outros como é recomendado). Apesar de comunicar e falar o motivo, a estas localidades e pessoas, que a falta de apoio logística para estes fins neste ano é que causou estas coisas. Fiquei sabendo depois que toda essa critica negativa foi e chegou na SEMEC no meado do segundo smestre, colocando abandono da função e que não estava mais atuando como API, e até foi remetida um documento referente este assunto pelo coord. Dos API’s, e este respondi por escrito de acordo o solicitado, sobre que tem sido feito e como tenho atuado como API’s naquele período.
A grande pergunta levantava se na minha cabeça, o que fazer para atender as expectativas e visitar – viajar nas comunidades se a SEMEC neste ano de 2011, não me deu nenhum litro de gasolina para estas finalidades (00 litros), e a comunidade cobrando a visita, vejo que, quem deveria responder e comunicar estas coisas para as escolas e principalmente aos professores seria o Coordenador dos API’s, o que não aconteceu e pelo jeito nunca pensou nestas coisas. A não ser as ultimas cartas que o Trinho (ex- coord. Dos API’s) fez, sãos os que têm ou que estão nas escolas e comunidades. Portanto não tem competência de coordenar estas categorias na minha opinião e deveria ser trocado e encontrar alguém que possa lutar por essas causas em prol de melhoria da atuação e continuidade dos API’s e da educação escolar Indígenas nas comunidades do Alto Rio Negro.
Mediante toda esta dificuldade, após também responder o documento remetido pelo coordenador dos API’s a minha pessoa, comprometi de me articular e visitar todas as comunidades para consultar e ouvir suas opiniões sobre se devo ou não continuar, para a qual elaborei um questionário objetiva para os professores responderem e a comunidade, e a indicação do possível nome (proposta) para minha substituição e que poderia de fato melhorar a atenção as comunidades na função de API nesta microrregião. Neste plano em algumas localidades cheguei informei e repassei toda informação e proposta de solução, e em outras infelizmente não consegui devido às condições de locomoção (combustível), mas a estes todas as outras, onde não cheguei, remeti oficio ou documento de orientação para fazerem este trabalho solicitado. Como resultado somente algumas escolas e comunidades, deram retorno como recomendado e outros não. Inicialmente este documento (relatório e ficha preenchida) seguiria anexado ao meu relatório anual, para a avaliação da equipe da SEMEC, mas sem muito sucesso, pois outras escolas e comunidades não deram retorno a esta ficha, mas espero que possam incluso nas suas proposta escolares ao SEMEC/SGC, caso assim tenha sido interpretado.
3.1.1 Participação no Evento esportivo da Comunidade de Tunui – 09/2011
O evento esportivo anual da comunidade de Tunui Cachoeira, é realizada anualmente no período de 03 a 08 de setembro, onde em média participam entre 07 a 10 comunidades, que organizam times que varia entre 08 a 14 times que participam das três modalidades esportivas básicas anuais: futebol, futsal e voleibol (masculino e feminino) e futebol – mirim (para as criançadas e adolescentes). E alem deste nos equipe da coordenação, planejamos atividades cívicas (desfile) e a apresentação cultural ou teatral das escolas.
Neste evento, a atividades prestadas foi a orientação no planejamento e distribuição das atividades esportivas do evento, para o período programado, equipe de relatoria do evento (sistematização das fases, classificação e fechamento a premiação), e também coordenei a atividade de apresentação cultural e teatral das escolas.
Em geral o evento foi tranqüilo, divertido para todos os participantes, e nenhum problema registrados para a equipe de organização e quanto para a comunidade sede e tanto para todos os participantes.
Como mencionado alem das atividades esportivas organizamos o desfile das escolas participantes do evento no dia 05 de setembro, em homenagem ao feriado estadual, e 07 de setembro em homenagem ao independência do Brasil.
A atividade organizada de apresentação cultural e teatral das escolas, tivemos sete escolas inscritos, escola Moliweni de Vista Alegre, Escola Maadzero, Escola Kalidzamai e Escola Paraattana, ambos todos de ensino fundamental completo. com premiação das escolas e alunos de melhor pontuação pelos jurados compostas pela organização do evento, sendo premiado as três primeiras colocações, que foram: 1º colocado a escola Moliweni de Vista Alegre, na apresentação teatral, em 2º lugar a escola kalizamai de Sta Rosa, com apresentação de dança cultural e por ultimo na 3ª colocação a escola Paraattana, com a apresentação de dança cultural, ambos todos com premiação surpresa.
3.1.2 Visita e reunião da escola menino de Deus da comunidade de Warirambá
Reunião escolar da comunidade de Warirambá, em que eu foi convidado para estar presente e participar da sua reunião escolar e das reivindicações da comunidade em prol de educação e formação escolar dos seus filhos na localidade. Então dentre o mais relevantes temas tratados, foi reivindicação da possibilidade de atender a comunidade com a sala de extensão de ensino fundamental completo, via escola Maadzero da comunidade de Tunui Cachoeira – Içana. A estes (povo da comunidade) foram agradecidos pela iniciativa e ouvir e orientá-los, nas demandas apresentadas e direcionar as suas propostas para a instituição responsável, para este fins, foram orientados de redigirem a Ata da reunião e encaminhar esta solicitação para a SEMEC e copia para a Escola Maadzero, contendo a justificativa compreensível, contendo a demanda com o dados de matriculas e aguardar a manifestação da SEMEC a respeito neste ano de 2012.
E referente esta propostas como API desta microrregião, peço por gentileza que avaliem a proposta da comunidade e dê retorno o mais rápido, para que esta escola e comunidade estejam cientes nas possibilidades ou não, assim que receberem os referidos documentos a respeito, desta referida localidade
Quantos aos trabalhos pedagógicos da escola tem ocorrido normalmente segundo o relato dos professores da comunidade, em que nos últimos anos são duplo e este confirmado pelo exposição dos pais na reunião.
3.1.3 Participação da reunião da Associação representativa religiosa na comunidade de Nazaré.
E outra atividade realizada e que considero relevante na função de API’s em 2011, foi a convite e a participação das Assembléia da Associação religiosa (União da Igrejas Bíblicas Unidas do Médio Içana – UIBUMRI) sediada na microrregião, neste foi convidado para a atividade de assessoramento nas políticas e na documentação para regularização e fortalecimento da instituição. O evento aconteceu na comunidade de Nazaré do Rio Içana nos dias 19 e 20 de novembro, onde teve participação das cinco comunidades envolvidas (Taiaçu, Belém, Castelo Branco, Ambauba e Nazaré) que assisto na política de educação, sendo para este evento, também foi convidada para a consultoria as Lideranças Baniwa, o Sr. André Fernando atual vice – prefeito e o Sr. Mario Farias – diretor presidente da Coordenadoria das Associações Indígenas Baniwa e Coripaco, situadas na região do rio Içana.
Nesta ocasião alem das política e temas tratadas, dentre estes foi discutida como melhorar as políticas de educação escolar na microrregião na abrangência daquela associação, no contexto atual, em que como propostas para fortalecimento colocaram a integração da atividade da associação nas escolas nesta microrregião, com programação de uma vez por semana, um líder religioso, visitar as escolas ou sala de aula e fazer palestra de curta duração, de máximo 15 minutos, motivo é que na avaliação do contexto de educação escolar nestas comunidades a religião tem ficado “fora” neste processo de escolarização e formação dos seus filhos, influenciado o baixo participação dos jovens nas atividades religiosas nas comunidades, colocavam as lideranças religiosas participantes daquela reunião, consideraram como ponto negativo e deve ser solucionado e minimizado para não vim gerar conflito e problema sociais futuramente.
E alem destas atividades, procurei também passar algumas noticias e informações sobre as atividades do API, noticia da SEMEC, período de encerramento do ano letivo e as agendas de formaturas existente na microrregião, foram informados sobre a situação da merenda escolar segundo a SEMEC viriam assim que fosse entregue em todas outras regiões. Também ressaltei como discutir e planejar o funcionamento da escola para o ano de 2012, atividades que sempre são discutidas e encaminhadas no final do ano, como: a renovação da matricula, documentos escolares e proposta de quadro de professores da escola e a coordenação.
3.1.4 Participação na Reunião do Conselho Local de Saúde da região do Rio Içana
Evento, realizada na comunidade de Tunui Cachoeira, na primeira quinzena de dezembro de 2011, a qual tive a oportunidade de participar, e nesta tivemos a oportunidades de ouvir o contexto da situação da saúde indígena, colocar e ouvir as propostas levantadas pelos conselheiros locais, as lideranças, professores, pais e alunos visando que melhorasse a atenção da saúde indígena nas comunidades do Alto Rio Negro, pois tem piorado a cada ano que passa nos últimos anos, ocorrendo mortes que poderia ser evitado se funcionasse o DSEI e principalmente os pólos bases distribuídos em diferentes microrregiões, considerados pontos estratégicos do município para esta finalidade.
Dentre as propostas que considero relevantes, nesta reunião foi proposto que as equipe da saúde nas comunidades, que, programasse e contextualizasse algumas atividades educativas e prevenção das doenças, integrado aos planos das escolas anualmente. E no encaminhamento final desta região, foi:
“… 4. Recomendações gerais para o bem-estar coletivo e de longo prazo na área de saúde nas comunidades indígenas:
Em virtude de até o momento a área do Alto Rio Negro ter precariedade em relação a pesquisas sobre as condições de saúde da população indígena (avaliação nutricional, impacto de alimentos industrializados na saúde bocal,…), solicitamos a fomentação do recurso para viabilização de pesquisas voltadas para saúde, com intuito de subsidiar os planos distritais de saúde do DSEI; estas pesquisas devem ser feitas pelos pesquisadores das Universidade e institutos Brasileiros; assim como estes devem ser de conhecimento dos Conselhos Locais, para dar aval, parecer e apoio político para desenvolvimento fundamental para as pesquisas nas comunidades indígenas;
- Bolsas de estudo de apoio integral aos estudantes indígenas para posterior prestadores de serviço nas comunidades (técnicos de enfermagem, enfermeiros, odontólogos, médicos e especialistas) deverá ser criado pela SESAI/Ministério da Saúde; na região do Içana temos uma demanda de 30 técnicos de enfermagem, 10 enfermeiros, 10 odontólogos, 10 auxiliares de odontólogos e 10 técnicos em saúde dentária, 5 médicos;… (Documento Final do Conselho Local do Içana – 2011)
3.2 Manifestações sobre a continuidade na função do API
Quero manifestar a respeito da minha atuação na função do API em que atuei nos últimos 04 anos, e via este relatório, quero colocar a minha posição para a equipe do DEEI e a Coordenação do API, que de acordo com que pude receber de avaliação, creio que não tenho atendidos as expectativas e quanto das comunidades, via as criticas continuas neste ano, portanto solicito que seja levada em consideração os relatório ou documentos e propostas das comunidades da minha microrregião, colocando uma nova pessoa se assim seja a solução, e que seja remetido um comunicado a minha pessoa, se continuarei ou não na função de API neste ano de 2012. E a respeito desses, as escolas e comunidades vem sendo comunicado por mim desde julhos de 2010, e neste ano (2011) as escolas receberam mais um documento a respeito desse cargo, que segue em anexo deste relatório a eles aplicado. E a minha posição é, gostaria de sair sim ou seja, aceito sair da função de API, e voltar a sala de aula, se possível na comunidade de Tunui Cachoeira.
E quanto aos materiais de trabalho recebido, segue uma tabela de avaliação destes materiais, de acordo com o que foi repassada e recebida quando assumi a função de Assessor Pedagógico Indígena – API, portanto para apresentação das situação no momento segue o quadro demonstrativo:…
4. CONCLUSAO E ENCAMINHAMENTOS FINAIS.
Concluo aqui que neste ano continue na função de Assessor Pedagógico Indígena – API, em que dentro das possibilidades tentei colaborar e apoiar à continuidade das propostas políticas e pedagógicas Indígenas do Alto rio Negro, iniciadas e levar estes a frente visando sempre a melhoria das escolas e comunidades neste processo de educação escolar.
Neste ano de 2011, considero ser o ano mais difícil nesta função, pois tive muito criticado, por não manter o ritmo que nos tínhamos no outros períodos quando havia ainda apoio (logístico, didático e alimentação nesta atividade) o que nesta gestão vem a cada sendo extinto.
Motivo que as maiorias das pessoas das comunidades e colegas professores se enganam, achando que estivesse no mesmo ritmo e condições de apoio, quando se criou a categoria, as políticas e incentivo, acatando novas idéias e propostas, que propuseram o grande avanço de discussão e definição desta políticas de educação escolar Indígena no Rio Negro, segundo os anseios das comunidades. Continua claro creio para todos nós API’s, que a principal tarefa é orientar os professores em suas dificuldades de acordo com as políticas que SEMEC, para a concretização das políticas de educação escolar Indígenas no Alto Rio Negro, e também as comunidades neste processo, isso em linhas políticas e pedagógicas, o que no momento nesta gestão fracassou ou se estagnou na minha avaliação.
Mas tive a oportunidade de conversar com diferentes pessoas na microrregião do rio Içana, sobre o contexto atual, na falta de apoio para estes fins ou da função, e a maioria consultados consideram a importância e necessidade de continuidade para a educação escolar e a formação dos povos Indígenas seja Baniwa, Coripaco e outros, e para o fortalecimento das políticas das gerais, os objetivos e metas que almejamos para futura geração e para o desenvolvimento social coletivo.
Porem não tive a oportunidade de visitar mais vezes todas as comunidades, mas de alguma forma conversei com a maioria das pessoas, apresentando os motivos de não visita, e onde pude chegar mais, tentei exercer o meu papel sempre que fui solicitado ou consultado.
O trabalho dos API’s hoje é reconhecido e considerado importantíssimo as comunidades (pais, alunos e lideranças) para a construção e consolidação das políticas de educação e as práticas pedagógicas, e que começamos ensino diferenciado continuará e precisamos fortalecer este trabalho e não devemos ou eles não devem acabar isso de uma hora para outra, pois este não saiu por acaso, é uma conseguencia de lutas de discussão e construção das lideranças indígenas para com as comunidades e seu povo.
Portanto esperamos que as dificuldades possam ser minimizada e resolvida para o ano de 2012, tendo mais cursos, dialogo entre API’s. ter e haver ou no plano anual, o apoio logístico e didático aos API’s, para que possamos assim executar as funções e atribuições recomendadas, pois se caso continuar como ano de 2011, certamente a tendência não fazerem nada e o ano e a Gestão “Para todos”, estará deixando uma história de eliminação da iniciativa das sociedade indígenas do Rio Negro, e desconsiderando as iniciativas e proposta demandadas das escolas nas microrregião e sociais do Alto rio Negro.
Respeitosamente,
Autor do blog
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